Foto: GD Chaves
É altura de pensar na próxima época pelos corredores da administração do GD Chaves. Depois de uma temporada de erros de casting, flops e azar com lesões, as atenções estão voltadas para o mercado de verão.
Como sempre, gostamos de dar uma ajudinha a quem de direito para trazer reforços de valor, que possam melhorar a equipa.
Eis o que a prospeção da Comunidade sugere para a nova época.
Guarda-redes: Dani Figueira (Gil Vicente)
Começamos com um guarda-redes que pode dar muita segurança à baliza flaviense. Dani Figueira despontou ao serviço do Estoril, com boas épocas na Primeira Liga. Seguro, ágil e de bons reflexos, tem a qualidade que faltou a Vozinha.
Passou esta época a ser suplente no Gil Vicente e pode ser tentado numa ida para Chaves, de forma a ser peça fundamental na luta pela subida.
Lateral direito: Guilherme Costa (SC Braga B)
O jovem de 20 anos mostrou muito potencial ao serviço do Braga B. Tem boa escola, dividida entre Botafogo e os arssnalistas, e mostrou qualidades na transição para sénior.
Duvido que tenha espaço no competitivo plantel bracarense, pelo que pode ser bom para todos vir jogar com regularidade no Chaves, de preferência em definitivo.
Lateral esquerdo: Derick Poloni (Farense)
O lateral esquerdo é um luso-brasileiro com muitos anos de futebol português. Mostrou-se a bom nível no Leixões e Casa Pia e vem de uma época com bons números no Farense.
Consegue encher a ala esquerda, apesar da idade, e seria uma boa adição para trabalhar ao lado de alguns dos atuais laterais esquerdos do Chaves. Um nome a registar.
Defesa central: Sidoine Fogning (Boavista)
Há duas épocas andava na distrital do Porto. Foi resgatado por um Boavista à deriva e acabou por ser uma surpresa numa equipa condenada à descida da Primeira Liga.
Esteve emprestado ao Slovan Bratislava, da Eslováquia, onde foi pouco utilizado. Alto, possante e com toque de bola, pode ser um patrão na defesa do Desportivo.
Médio defensivo: Gustavo Assunção (Apollon Limassol)
Devem lembrar-se deste nome. Gustavo Assunção, filho do ex-FC Porto Paulo Assunção, mostrou serviço no Famalicão, depois de ter sido formado no Atlético Madrid.
Depois foi para o AVS, onde esteve época e meia na Primeira Liga. Porém, em janeiro foi para o Chipre, sem grande sucesso. Poderá reencontrar-se no Desportivo.
Médio centro: Catarino Pascoal (Atlético CP)
É uma das maiores promessas que anda na Liga 3 e até acredito que possa ser difícil passar a esperada concorrência de clubes da Primeira Liga, mas Catarino Pascoal tem de estar no radar.
Baixo, com excelente toque de bola e criatividade para mexer com o meio-campo, o médio centro dos lisboetas do Atlético pode ser uma pérola para o Desportivo.
O maior cartão de visita foi contra o Benfica, para a Taça de Portugal, onde carregou a equipa de Alcântara ao colo.
Médio Ofensivo: Pizzi (Estoril)
Eu sei, parece que estou a alucinar. Não me batam. Vejam este como o meu momento “unicórnios e fadas” da época.
Pizzi é transmontano, cheio de experiência, com golo no pé e imensa habilidade. Quase nem valia a pena apresentar o antigo internacional português.
Já não vai para novo, sendo um veterano de 36 anos e que nem fez assim tantos minutos no Estoril, apesar de participar em mais de 20 jogos.
Se calhar dava para convencê-lo a voltar para Trás-os-Montes, tão perto da sua terra, Bragança. Deixem-me sonhar…
Extremo direito: Yuk Jin-young (Paredes)
Fixem bem este nome: Yuk. É um extremo de 24 anos, excelente com a bola no pé, que se mexe bem, com magia nos pés e uma grande habilidade para jogar a extremo, seja na esquerda (onde aproveita o facto de ser canhoto para fazer cruzamentos) ou na direita (para cortar para dentro e rematar).
O jovem coreano já mostrou serviço em várias equipas dos escalões inferiores, seja no Sacavenense, Tirsense, Vitória SC B ou no Paredes, onde despontou em 2025/2026.
Seria uma excelente cartada para uma posição que suplica por sangue novo. Pode estar aqui uma bela pérola.
Extremo esquerdo: Danny Pires (Bragança)
Quê? Um jogador do Campeonato de Portugal aqui? Pois é, nem sempre o talento está nas divisões superiores. Danny Pires prometeu muito na formação do Chaves e vem de uma época fantástica pelo Bragança.
Trata muito bem a bola, cria jogadas e tem um belo pontapé. Está habituado a defesas mais vulneráveis, é certo, mas era capaz de se adaptar ao futebol de Segunda Liga.
Depois de tanto tempo perdido com jogadores com “currículo”, não se perde nada em aproveitar um jovem transmontano.
Ponta-de-lança: Gonzalo Serrano (Real Ávila)
Faz falta um marcador de golos que tenha a finalização de Roberto mas a frescura de um jogador que não esteja na pré-reforma. Andámos às voltas e deparámo-nos com Gonzalo Serrano, que joga no quarto escalão espanhol.
Aos 24 anos, este avançado de formação modesta teve a melhor época da carreira ao serviço do Ávila, onde mostrou capacidade de finalização, antecipação e rapidez para dar a volta aos defesas nas áreas contrárias.
Já tivemos boas surpresas vindas do país vizinho. Gonzalo podia ser mais uma, certamente.
Pois seria um tanto um tiro no escuro com alguns jogadores, mas provavelmente mais valeria esse tiro com jogadores sem nome, do que a aposta sucessiva em pré reformados, que além de o serem, não mostraram dignidade, empenho e até um pouco de vontade para fazer melhor pelo desportivo de Chaves, mas aqui há uma questão que tem que se colocar, não é um treinador qualquer que poderá trabalhar uma equipa destas?