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Fonte: Chaves Antiga

 

Nasceu na Serra da Estrela, cresceu em Lisboa, fez história em Belém e é um ícone em Trás-os-Montes. Esta é a odisseia de António Feliciano no futebol português, onde foi uma das “Torres de Belém” um defesa de grandes capacidades que foi campeão nacional pelo Belenenses e representou Portugal por 14 vezes.

 

“Torre de Belém” joga e treina o GD Chaves

 

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António Feliciano como defesa do GD Chaves Fonte: Chaves Antiga

 

Chega a Trás-os-Montes em 1957/1958 para ser jogador-treinador do Desportivo de Chaves, um jovem clube ainda a crescer. Durante três épocas vestiu a camisola azul-grená e comandou os flavienses na II Divisão, uma primeira ligação que terminou em 1959/1960.

 

Depois de dois anos por outras paragens, regressou ao Municipal em 1962/1963 como treinador. Uma fase difícil para o Desportivo, mas onde António Feliciano colocou em marcha um inovador projeto para a criação de uma escola de formação, por onde passariam algumas lendas dos flavienses.

 

Pavão, Lisboa, Rendeiro, Melo, Malano ou Branco foram orientados por Feliciano na formação e brilharam tanto em Chaves como nos relvados do futebol português, alguns até com passagem pela Seleção Nacional.

 

Segunda saída e regresso como treinador na II Divisão

 

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António Feliciano dá um treino a jovens jogadores, à direita está um jovem Pavão Fonte: Chaves Antiga

 

Duas épocas na III Divisão depois, António Feliciano voltou a deixar os Valentes Transmontanos, ao aceitar um convite para treinar os juniores do FC Porto. Foram vários anos de sucesso para o técnico, que voltaria a Trás-os-Montes no pós-25 de abril, em 1975/1976.

 

Uma temporada na II Divisão que fez crescer a ambição de uma subida à I Divisão. O GD Chaves chegou a estar muito tempo nos lugares cimeiros da tabela, mas terminou num digno sexto lugar.

 

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António Feliciano ao comando do GD Chaves, numa altura em que o clube estava em crise Fonte: Chaves Antiga

 

Flaviense por “adoção”, António Feliciano fica marcado como um pioneiro no Desportivo de Chaves e uma das figuras mais marcantes das primeiras décadas de vida dos flavienses. Dele, fica uma frase marcante ao jornal A Bola: “Gostaria de ter nascido em Chaves.”

 

Feliciano morreu em 2010 em Ourense, onde vivia há vários anos. Para sempre fica a marca que deixou nos Valentes Transmontanos.

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