Etiqueta: Rui Correia

Equipa celebra um golo no Municipal

Um «onze» de possíveis reforços para o GD Chaves

Equipa celebra um golo no Municipal
Fonte: GD Chaves

Com a chegada de Carlos Pinto para orientar o GD Chaves, é altura de pensar em reforços para a próxima época. É preciso muitas caras novas e líderes no Municipal, parâmetros que tentámos corresponder com estas escolhas.

 

Sabemos de antemão que o novo técnico flaviense gosta de jogar em 4-4-2 ou em 4-2-3-1, mas vamos criar um onze a pensar nesta segunda formação, já que tem mais posições diferentes e serve para alargarmos o leque de possíveis reforços.

 

Basta carregar em “Página Seguinte” para ver as nossas escolhas!


Fonte: Moreirense

Com a razia de guarda-redes que se adivinha para o GD Chaves, é obrigatório ir buscar um titular para a baliza, principalmente experiente. Posto isto, a nossa escolha recai em Pedro Trigueira, guardião que conta com muitos anos de Primeira e Segunda Liga.

 

Depois de passagens por clubes como Boavista, Rio Ave, U. Madeira, Académica ou V. Setúbal, Trigueira está atualmente em final de contrato com o Moreirense e pode ser um reforço de peso para a baliza flaviense, depois de um ano conturbado em termos de opções para guarda-redes.

 


Fonte: Ac. Viseu

Um velho conhecido dos adeptos do Chaves e que deixou marca em Trás-os-Montes em apenas seis meses de azul-grená, Tiago Almeida jogou no Desportivo em 2015/2016, por empréstimo do Belenenses, e foi elemento importante para Vítor Oliveira até janeiro, altura em que convenceu os lisboetas a fazerem o lateral-direito retornar ao Restelo.

 

Desde então, Tiago Almeida continuou a mostrar serviço na Segunda Liga ao serviço do U. Madeira e, principalmente, do Académico de Viseu, clube onde foi titularíssimo durante época e meia

 

Agora no Hermannstadt, da Roménia, o lateral-direito está a passar momentos complicados por causa da pandemia trouxe dificuldades e o lateral ficou sem salário, pelo que um regresso a Portugal pode ser bem-vindo para o internacional cabo-verdiano.


Fonte: Farense

É preciso reforçar a defesa e nada substitui a experiência numa equipa que quer subir de divisão. Por isso, é sempre boa ideia olhar para os exemplos de sucesso e Luís Rocha é um deles. Aos 33 anos, o defesa alcançou a promoção pelo segundo ano consecutivo – agora ao serviço do Farense – depois já ter subido com o Famalicão.

 

Bom no jogo aéreo e com muitos golos na carreira, Luís Rocha está em final de contrato com os famalicenses e pode ser um reforço de alta qualidade para o GD Chaves, depois de já ter mostrado serviço na Primeira Liga ao serviço do Feirense entre 2016 e 2018.

 


Fonte: Nacional

Um nome há muito falado para reforçar o Desportivo, talvez seja desta que Rui Correia vai vestir de azul-grená, tal como fez o pai Manuel Correia nos anos 90. O defesa jogou 19 partidas pelo Nacional na última época e alcançou a subida pelo segundo ano consecutivo, depois de alcançar o mesmo êxito no Paços de Ferreira.

 

Tem contrato até 2022 com os madeirenses mas, com a subida à Primeira Liga, ainda é uma incógnita se vai continuar nos aurinegros. Para o Chaves, seria um belo reforço para o centro da defesa e uma clara melhoria em relação aos defesas da última época.

 


Fonte: Tondela

Com a lateral-esquerda a ter dado problemas na época passada, já que José Gomes precisa urgentemente de concorrência forte para crescer, João Reis seria a escolha indicada para encher de qualidade a ala da defesa.

 

Um regresso mais que bem-vindo a uma casa onde teve grande sucesso, o antigo extremo do GD Chaves passou para lateral pela mão de Carlos Pinto no Santa Clara e pode ser nessa posição que João Reis regresse ao Municipal, onde deixou muitas saudades.

 

Ainda por cima está em final de contrato com o Tondela, por isso o jogador de 27 anos deve estar disponível para voltar à Segunda Liga e levar o Desportivo longe na próxima época.

 


Fonte: Penafiel

Passamos para o meio-campo e com uma opção mais defensiva: Romeu Ribeiro. Aos 31 anos, o médio-defensivo conta com muita experiência na Segunda Liga, onde se destacou no Marítimo B, Académico de Viseu e Penafiel.

 

Na última época cumpriu o quarto ano seguido nos penafidelenses, onde tem sido titular absoluto. Em 29 jogos esta época, o médio formado no Benfica conseguiu um golo.

 

A terminar contrato com o Penafiel, pode ser uma boa opção para a posição de trinco – que vai ficar vazia com as saídas esperadas de Gamboa e Jefferson – e ajudar o GD Chaves a alcançar dias melhores na próxima época.


Fonte: Leixões

Mais um regresso e um jogador que ficou livre recentemente, Luís Silva deixou saudades em Chaves depois de uma grande temporada em 2015/2016 e que culminou com a subida à Primeira Liga. O médio passou, depois, por Belenenses e Cova da Piedade, até chegar ao Leixões em 2017/2018.

 

Por lá brilhou durante três épocas, onde mostrou grande qualidade técnica e liderança, até rescindir contrato no início desta semana por conflitos com a SAD leixonense. Um médio de alta qualidade e do agrado de Carlos Pinto, seria um regresso fantástico ao Desportivo e pode ser um jogador bastante importante na próxima temporada, depois de um ano com exibições inconsistentes do meio-campo flaviense.

 


Fonte: Cova da Piedade

Sim, sim, mais um regresso que ambicionamos para o GD Chaves, mas a falta de líderes é tão dramática que mais vale ir buscar os capitães do passado. Patrão esteve quatro épocas no Desportivo, esteve na subida de 2016 e seguiu para a Primeira com o conjunto azul-grená, onde continuou a ser um dos jogadores favoritos dos adeptos até sair em 2018.

 

A verdade é que, desde a saída de Patrão, o Chaves deixou de ter um líder no balneário e, com a descida do Cova da Piedade, o médio deve estar mais que disponível para voltar a Trás-os-Montes e meter juízo em vários jogadores para a próxima época.

 

Além disso, é um bom jogador com uma grande qualidade de bola parada, algo que faz muita falta no Desportivo.

 


Fonte: Leixões

Estávamos na dúvida entre Harramiz e André Claro, mas acabámos por decidir-nos pelo são-tomense. O extremo foi dos jogadores mais produtivos para Carlos Pinto no Leixões, com sete golos e duas assistências na Segunda Liga sob orientação do novo técnico do Chaves.

 

Atlético e forte tecnicamente, Harramiz tem mostrado uma boa veia goleadora no segundo escalão ao longo da carreira, com muitos golos ao serviço de Farense (13 golos em duas épocas), Sp. Covilhã (11 golos numa época) e Mafra (10 golos numa época), além da temporada positiva no estádio do Mar.

 

Em final de contrato, pode ser uma excelente adição para as alas flavienses que muito sofreram esta época, além de ser um velho conhecido de Carlos Pinto.

 


Fonte: Global Imagens

Já lá vão oito anos que Diogo Brás deixou as camadas jovens do GD Chaves para reforçar o Sporting. Durante esses oito anos, o extremo flaviense chegou a ser considerado uma das grandes promessas da Academia, mas os tempos conturbados nos leões levaram o extremo a sair dos holofotes e já nem faz parte das listas de futuros craques do Sporting.

 

A transição para sénior não foi fácil e, neste momento, Diogo Brás está “perdido” na equipa sub-23. Por isso, precisa urgentemente de futebol sénior e pode consegui-lo num regresso ao Municipal, para jogar pela primeira vez na equipa principal do Desportivo onde o pai, Diamantino Braz, brilhou na década de 80.

 


Fonte: Nacional

Fechamos com mais um jogador que mostrou serviço no Nacional. Bryan Róchez foi uma das figuras do ataque madeirense e um dos motivos para os aurinegros conquistarem a Segunda Liga, mas está em final de contrato e não é certo que se mantenha na Madeira na próxima temporada.

 

Com sete golos e duas assistências na Segunda Liga, seria uma boa adição ao ataque flaviense, que ganha novo fulgor com o internacional hondurenho e pode não ficar apenas dependente de André Luís.

10 jogadores que (provavelmente) não te lembras de ver no GD Chaves

Ao longo dos anos, foram muitos os jogadores que passaram pelo Desportivo. Uns com grande sucesso, outros que nem tiveram tempo de suar a camisola e outros que tiveram passagens repentinas por Trás-os-Montes, mas que são conhecidos dos adeptos do futebol português. Eis dez jogadores que, provavelmente, não te lembras que passaram pelo Chaves!

 

Basta carregar em “Página Seguinte”.

Fonte: Facebook Beto Pimparel

Beto, guarda-redes campeão europeu por Portugal que passou pelo FC Porto e brilhou no Sevilha, também vestiu a camisola do GD Chaves. Vestiu como quem diz, porque em 2004/2005, então emprestado pelo Sporting, o guardião nem se estreou pelo Desportivo, tapado pelo titularíssimo flaviense Rui Riça. Passagem fugaz pelo Municipal de um guarda-redes que ganhou nome no futebol nacional e internacional.

Fonte: Facebook André Geraldes

Mais um jogador com carreira feita na Primeira Liga, onde chegou ao Sporting, e acabou por rodar vários clubes e campeonatos por empréstimo. Mas a viagem para a ribalta começou no GD Chaves, cedido pelo Rio Ave em 2010/2011. Foi importante num ano difícil para o Desportivo, mas onde se viu que estava ali um lateral com potencial.

Ai Paulo Torres… Estávamos em 1998/1999 e, em janeiro, fizemos o lateral que brilhou no Sporting regressar a Portugal depois de duas épocas e meia em Espanha. Ainda jogou dez jogos mas, como cabeça era zero com Paulo Torres, o lateral decidiu “celebrar” a descida ao ir à Queima das Fitas e acabou à pancada com adeptos. No dia seguinte foi dispensado… E assim terminou a curta passagem pelo Chaves.

Este nome é para os mais antigos. Em 1991/1992, chegou ao Chaves Rui Correia, guarda-redes que veio a ser bem conhecido no futebol nacional. Oito anos antes de ser bicampeão pelo FC Porto, jogou 37 partidas em Trás-os-Montes, numa curta passagem pelo Desportivo.

Fonte: Record

Na primeira década de 2000, Bruno Ribeiro foi um nome bem conhecido do futebol nacional, com carreira feita ao serviço do Vit. Setúbal. Mas já no final da carreira, chegou por empréstimo ao Chaves em 2009/2010, numa estadia sinistra. Durou seis jogos até regressar a Setúbal, sem se perceber bem porquê. Teria dado jeito no resto da temporada, para evitar descer à II Divisão B.

Fonte: Record

Ok, admitimos que estamos a fazer um pouco de batota, já que Makukula nunca jogou na equipa principal. Mas, em 1992/1993, o avançado jogou nos infantis do Desportivo, enquanto o pai era jogar nos seniores flavienses. Ariza acabou por ter mais sucesso que o pai, com passagem pelo Benfica e uma carreira com algum sucesso lá fora e até chegou à seleção A de Portugal.

Fonte: Lusa

Mais uma passagem curta por Trás-os-Montes. Bruno Moreira chegou ao Desportivo em 2013/2014, para ajudar ao ataque flaviense. Porém, nem marcou de azul-grená, apesar de ainda ter feito carreira goleadora na Primeira Liga, onde até foi ponderado para a seleção nacional.

Já falámos de Matateu aqui, mas não é de mais recordar a passagem da Oitava Maravilha do Mundo por Trás-os-Montes. Uma lenda do Belenenses e da seleção nacional, foi o grande goleador da era pré-Eusébio e chegou a Chaves já quarentão. Um histórico jogador a vestir de azul-grená, mesmo que tenha sido só por uma época.

Fonte: Octávio Passos/Lusa

Um nome bem mais recente mas que, olhando para trás, quase nem dá para lembrar que Vukcevic passou pelo Desportivo. O montenegrino foi a coqueluche das contratações para o regresso à Primeira em 2016/2017, mas pouco jogou de azul-grená. Depois de ter mostrado serviço no Sporting, acabou por ser uma sombra em Trás-os-Montes, infelizmente…

Fonte: Record

Fechamos com um nome com carreira feita na Primeira Liga. Diogo Valente vestiu a camisola de Boavista, FC Porto e Sporting de Braga, mas em 2003/2004 passou uma temporada emprestado ao Desportivo. Ainda se falou de um regresso a Chaves ao longo dos anos, mas tal não aconteceu.

10 Jogadores que o Chaves precisa para 2018/19

1.png

Aproveitamos a pausa internacional para mandar já para cima da mesa uns quantos nomes que estão disponíveis para chegar ao Desportivo na próxima época.

 

Na temporada 2018/19 vai ser preciso fazer várias alterações, mas não é preciso um plantel novo, pela primeira vez desde há muitos anos. Se o objetivo for crescer de ano para ano e já preparar um ataque à Europa na próxima temporada, estes são alguns jogadores que podem ser muito úteis para Luís Castro.

 

mika.png

A posição menos falada para se reforçar do plantel é, sem dúvida, a baliza. Sim, temos Ricardo e António Filipe prontos para qualquer situação, mas a verdade é que é preciso rejuvenescer esta área o quanto antes porque o Ricardo não dura para sempre e o Toni tem avarias mentais demasiado agressivas para ser aposta a época toda. Posto isto, ir buscar o Mika, perdido no Campeonato de Portugal após uma experiência sem êxito em Inglaterra, seria uma aposta de qualidade, com a oportunidade de aproveitar o melhor guarda-redes do Mundial Sub-20 de 2011.

 

Aos 27 anos, o luso-suíço já jogou 69 partidas no principal patamar do futebol nacional (5 ao serviço do U. Leiria, 64 com a camisola do Boavista) e tem a qualidade para jogar em grande parte dos clubes da Liga NOS. No Chaves, encontraria Carlos Pires, um dos melhores treinadores de guarda-redes do país, que pode fazer de Mika um dos guardiões mais sólidos do futebol português.

 

Falta saber da disponibilidade do guardião de 26 anos, que pode estar disposto a manter-se na Cidade do Liz para levar o clube da sua terra de volta à Primeira Liga.

 

edumachado.png

A lateral direita flaviense tem já um nome de grande qualidade, Paulinho, mas tem uma falha grave: não há suplente digno para dar competitividade ao lateral ex-Braga, que pode não poucas vezes ficar mais “relaxado” e não ter a necessidade de estar no seu topo de forma porque, simplesmente, Pedro Queirós nunca na vida lhe vai roubar o lugar.

 

Posto isto, era uma boa altura para ir buscar uma alternativa viável e que possa dar a competitividade suficiente à lateral direita que faça quem quer que assuma a posição fazer por estar no seu topo de forma e o flaviense Edu Machado, o herói do Jamor, termina contrato com o Boavista esta época e pode ser um regresso bastante positivo para o Desportivo. No entanto, falta saber se houve alguma mágoa na saída do jogador formado nas escolas do Chaves do clube após a subida de 2016 mas, se tudo for águas passadas, há que agarrar um jogador local que tem mostrado ter nível interessante para a Primeira Liga ao serviço dos axadrezados.

 

Só falta saber uma coisa: Edu lesionou-se no início desta época no joelho e falta avaliar como estará o jogador fisicamente, mas estar a competir com Paulinho na ala direita azul-grená pode ser o melhor para todas as partes.

 

joaoreis.png

Mais um regresso a Trás-os-Montes, mas desta feita numa posição diferente áquela em que João Reis brilhou com a camisola do Desportivo. Um dos resignados a não subir à Primeira Liga com o Chaves em 2016, o extremo algarvio está há duas temporadas nos Açores e, este ano, o ex-capitão e treinador do GD Chaves Carlos Pinto fez dele um lateral esquerdo de grande qualidade, contabilizando já 6 assistências e 3 golos ao serviço do Santa Clara.

 

Com uma qualidade técnica acima da média, talento mais que suficiente para proliferar na Liga NOS e sendo já um dos jogadores mais acarinhados a não acompanhar a turma azul-grená à Primeira, João Reis poderá ter uma segunda estadia de Chaves ao peito na próxima temporada, já que Luís Castro bem precisa de uma alternativa viável para a ala esquerda da defesa e, com o contrato a terminar no final da época, Reis pode muito bem ser o homem ideal para essa posição.

 

Ainda com apenas 25 anos, João Reis está no ponto de maturidade perfeito para dar o salto e pode vir a ser uma peça fulcral na defesa flaviense, sendo inclusivé uma peça a usar a extremo esquerdo, a sua posição de origem, caso haja falta de elementos para essa zona.

 

ruicorreia.png

Uma paixão antiga aqui do je, o central ex-Nacional poderia entrar finalmente nos quadros do Desportivo de Chaves, terra onde nasceu, não fosse Rui Correia filho de um dos grandes centrais da história do Chaves, o grande Manuel Correia.

 

Progenitores à parte, este central garantiu um estatuto de jogador de Primeira Liga por mérito próprio, sendo pedra importante nos alvinegros e o mais injustiçado pela descida do Nacional, já que tinha de segurar o barco defensivo praticamente sozinho (ninguém merece ter colegas como César ou Tobias Figueiredo). Além das qualidades defensivas, Correia também se destacou como um bom cabeceador, somando vários golos na Primeira Liga sendo, justamente os golos de cabeça, uma área que o Chaves bem podia melhorar.

 

O defesa atualmente no Paços de Ferreira não tem sido o indiscutível que foi ao serviço dos madeirenses e, com os castores em dificuldades desportivas e numa luta aberta pela manutenção, Rui Correia poderia estar bem disposto a mudar de ares e seguir para Trás-os-Montes. No entanto, o contrato até 2020 pode causar dificuldades nas negociações.

 

diogocoelho.png

Um velho conhecido dos adeptos do Desportivo, não deixou assim tantas saudades quanto isso após fazer parte do plantel que subiu à Primeira Liga em 2015/16 (aquele penálti no jogo decisivo contra o Portimonense foi só ridículo) mas o jovem central tem despontado e ganho imensa maturidade na II Liga após passagens por Académica e Nacional da Madeira. Com uma boa habilidade a sair com bola, uma característica que Luís Castro adora, e com melhorias claras ao nível defensivo e com uma alta rodagem na antiga Liga de Honra, ainda para mais em clubes que lutam pela subida.

 

Com apenas 24 anos, está na altura de Coelho dar o salto para o principal patamar do futebol português e, caso os madeirenses não consigam a subida, dificilmente o defesa dirá que não a uma equipa como o Chaves.

 

ricardodias.png

Para quem acompanha a II Liga, mais precisamente a campanha da Académica, treinada pelo antigo treinador do Desportivo Ricardo Soares, saberá que o trinco da Briosa Ricardo Dias é um caso claro que um jogador que está a mais numa divisão inferior. Em fim de contrato com o Belenenses, clube que tem o hábito estranho de “despachar” o médio para outros clubes por empréstimo quando se trata claramente de um jogador com qualidade, Dias pode ser a peça em falta no plantel flaviense para fazer a junção entre defesa e meio-campo da melhor maneira possível.

 

Neste momento, Jefferson não parece ter as características para ser o médio defensivo do estilo de jogo de Luís Castro e Filipe Melo não parece estar ao nível físico para ajudar a defesa do Desportivo. Posto isto, reforçar esta posição será vital na preparação da nova temporada e não há nada como um médio com experiência de Primeira Liga, português e a custo zero.

 

joaomendes.jpg

Um repetente nestas listas feitas pela Comunidade Azul-Grená, João Mendes continua a despontar no aflito UD Oliveirense. O médio, formado no Leixões, é um dos ativos mais observados da II Liga por clubes da Primeira Divisão, com o Sp. Braga, por exemplo, a já ter sondado o jogador.

 

Dotado de boa técnica, passe e um estilo mais ofensivo, bem do género de um Bressan, João Mendes pode muito bem ser a próxima coqueluche da Liga NOS vinda das divisões inferiores tal como João Amaral (Vit. Setúbal), Nuno Tomás (Belenenses) ou até o nosso Stephen Eustáquio, que andava no Torreense na última temporada. Esta época, Mendes tem 26 jogos ao serviço do clube de Oliveira de Azeméis, sem ter ainda marcado golos.

 

Com Galvão a, provavelmente, ser despachado no verão e com a possibilidade em aberto de Bressan ter mercado lá fora (falou-se no interesse de um clube japonês na primeira volta), há que reforçar o meio-campo com qualidade e juventude, características personificadas em João Mendes.

 

xandesilva.png

Ainda não sabemos o que levou Xande Silva a ser tão mal amado na Cidade de Berço esta época, principalmente depois de ter renovado no verão e ter ficado com a terceira maior cláusula de rescisão dos vimaranenses.

 

A verdade é que Xande é um extremo com enorme potencial, que já provou o seu valor com a camisola do Vitória SC e que lhe valeu a convocatória para a seleção Sub-20 e sub-21. Rápido, com boa técnica e potencial para ser um bom desiquilibrador, pode ter na mudança para o Municipal o catalisador para explodir no futebol português como tantos outros jogadores conseguiram no passado com as Chaves ao peito.

 

Em janeiro, chegou a ser oferecido ao Paços no negócio para a contratação de Welthon, mas os pacenses preferiram dinheiro. Com tanta vontade em despachar o extremo, o Desportivo pode aproveitar para conseguir um belo jogador a preço de saldo.

 

farley.png

Pensámos em dar destaque a Joan Román, extremo catalão formado no Barcelona que teve uma passagem com pouco sucesso pelo Sp. Braga, e tentar dar ênfase ao regresso de jogadores espanhóis ao Desportivo, mas no final preferimos dar destaque a Farley, um extremo com mais talento que o atacante espanhol.

 

Com uma formação de excelência no Cruzeiro e, mais tarde, no Sporting, Farley Rosa chegou a ser um dos nomes mais badalados da academia sportinguista mas acabou por sair de Alcochete logo após a sua saída dos juniores leoninos, acabando por rumar à Ucrânia. Ao serviço de Sevastopol, o brasileiro jogou frente a equipas como Shakthar, Dnipro e Dínamo Kiev, mas a escalada do conflito na Crimeia fez com que Farley se mudasse para o Chipre, onde teve sucesso ao serviço de Apollon e AEK Larnaca. Na época passada chegou à I Divisão grega para jogar no Panetolikos e conseguiu conquistar o seu lugar na equipa helénica.

 

Um extremo com uma qualidade técnica invejável, tem o “samba” nos pés e trata a bola por tu, além de ter um remate de longa distância de alta categoria, que permitem o brasileiro conseguir golos fantástico como os marcados ao Platanias Chania esta época e a fazer lembrar os toques de génio de Fábio Martins. Para já contabiliza 24 jogos de azul e amarelo, com seis golos da sua autoria.

 

ayongo.png

O grande nome do Campeonato de Portugal esta época, o jovem ganês Ayongo já marcou uns fantásticos 22 golos ao serviço do Amarante esta temporada e tem chamado a atenção de vários clubes da Primeira Liga. Polivalente, com qualidade para jogar quer a ponta-de-lança, quer a extremo-direito, é um jogador muito forte fisicamente e com capacidade de quebras qualquer guarda-redes no terceiro escalão do futebol português.

 

Ayongo teve direito a algum tempo de antena durante o mercado de janeiro, altura em que esteve quase certa a sua ida para o Desp. Aves, mas o negócio acabou por cair. Na altura, o ganês fez um póquer frente ao Camacha e, desde então, por mais quatro vezes, inclusivé um hat-trick contra o Canelas.

 

Numa altura em que o Desportivo apenas tem William e Platiny como homens-golo (vamos supor que Wilmar Jordán, que mal joga no Famalicão, não vai dar em nada), acrescentar a juventude e potencial de Ayongo pode vir a ser uma aposta e que muito nos pode dar no futuro, desportiva e financeiramente.