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Toniño: O basco «raçudo» com um pontapé-canhão

Os anos 90 foram prolíferos em jogadores espanhóis a brilhar de azul-grená. Já falámos da armada espanhola do GD Chaves no passado, mas hoje destacamos um dos nomes que mais se destacou com a camisola dos Valentes Transmontanos: Toniño.

 

Nascido em Bilbau, o médio cresceu para o futebol no histórico Athletic Bilbau, onde chegou a sénior mas nunca passou da equipa B. Passou quatro anos na equipa secundária dos bascos até que decidiu aventurar-se no campeonato português aos 23 anos, pela porta transmontana, ao assinar por um recém-promovido Desportivo de Chaves em 1994/1995. Em Trás-os-Montes mostrou-se como um médio defensivo raçudo, apesar da baixa estatura, e com um pontapé de longe letal.

 

Na primeira época ao serviço do Desportivo, Toniño foi figura de destaque sob orientação de António Jesus e, mais tarde, Vítor Urbano, numa temporada em que o Chaves só garantiu a manutenção na última jornada da Primeira Liga, frente ao Boavista.O primeiro golo com a camisola flaviense surgiu logo à 4.ª jornada, numa deslocação a Aveiro para defrontar o Beira-Mar. Apesar da derrota por 4-2, Toniño marcou o primeiro golo do jogo aos 11 minutos.

 

Após 31 jogos e quatro golos marcados, os flavienses ficaram com água na boca para ver mais do médio basco, que na época seguinte superou o número de golos marcados, com sete remates certeiros em 25 jogos de azul-grená. Os remates de longe foram a arma mais ameaçadora do espanhol, como se viu neste golo na derradeira jornada da época 1994/1995, frente ao Boavista:

 

 

No entanto, a estadia em Trás-os-Montes estava a chegar ao fim para Toniño. Em 1996/1997 assinou pelo Vitória de Guimarães, mais um dos muitos jogadores a trocarem Chaves pelo Minho, e ficou na cidade-berço durante uma temporada, com 25 jogos e um golo marcado nos vimaranenses. Uma saída de curta duração, já que, em 1997/1998, o médio espanhol regressou ao Desportivo para vestir a camisola azul-grená numa época complicada, que depois de quatro treinadores (José Romão, Manuel Correia, António Magalhães e Porfírio Amorim) acabou por ocupar o antepenúltimo lugar e descer de divisão, apesar dos dois golos em 22 jogos de Toniño.

 

Toniño em 1997/1998, a terceira temporada ao serviço do GD Chaves Fonte: Chaves Antiga

 

Só que a descida na secretaria do Leça levou o Chaves a mais um ano na Primeira Liga, mas nem Toniño conseguiu evitar a inevitável descida. Com 25 jogos nessa temporada e nenhum golo marcado, o Desportivo acabou por cair para a Segunda Liga, numa desapontante descida para todos os flavienses. Porém, o médio espanhol manteve-se em Trás-os-Montes para tentar trazer o Chaves de volta para a Primeira, mas a época conturbada sob orientação do conterrâneo Rodríguez Vaz e, mais tarde, de Francisco Vital, não permitiram ao conjunto azul-grená regressar ao principal escalão do futebol português.

 

Depois de apenas oito jogos em 1999/2000, Toniño deixou Trás-os-Montes de vez, primeiro para uma época no Fafe, depois para três temporadas de regresso a Espanha, onde jogou no Pontevedra. Foram cinco épocas em Trás-os-Montes para o médio basco, 111 jogos e 13 golos que fazem do espanhol um dos jogadores que brilharam de azul-grená, e que ganhou o seu espaço na lista de glórias do Desportivo de Chaves.

 

PERFIL DO JOGADOR

 

Nome: José António Valverde Vesga

 

Data de nascimento: 08-08-1971

 

Naturalidade: Bilbao, Espanha

 

Posição: Médio Defensivo

 

Clubes na carreira: Athletic Bilbao B (1990/1991 a 1993/1994), GD Chaves (1994/1995 a 1995/1996), Vit. Guimarães (1996/1997), GD Chaves (1997/1998 a 1999/2000), Fafe (2000/2001), Pontevedra (2001/2002 a 2003/2004)