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Daniel Ramos – O técnico dos Valentes Transmontanos

O novo homem do leme flaviense chega proveniente do Marítimo e vai ter à disposição uma boa estrutura e, com certeza, um bom plantel para tentar colocar o Chaves numa posição ainda melhor que a da última época.

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Quem será o próximo treinador do Chaves?

Após a saída de Luís Castro no início da semana, ainda não houve fumo branco sobre quem será o próximo timoneiro do Desportivo, mas nomes não faltam.

 

A procura por um novo treinador para levar os Valentes Transmontanos a uma época tranquila continua, mas ainda não há uma escolha anunciada por parte da SAD. Visto de fora, os nomes não param de cair e há de tudo a ser falado para comandar o Grupo Desportivo de Chaves 2018/19.

 

O nome mais falado e um dos que consegue mais concenso entre os adeptos flavienses, o ainda técnico do Marítimo está em rotura com a direção insular e deverá ser dispensado pelo presidente madeirense, altura em que a direção do Chaves deverá avançar para a sua contratação. No entanto, Carlos Pereira demora a deixar livre o treinador de 46 anos e o tempo vai passando, atrasando também a procura de reforços.

 

Apesar disso, Daniel Ramos continua a ser o nome mais forte a ser apontado ao Desportivo para a próxima época. Um técnico altamente preocupado com a estrutura defensiva das suas equipas, tem um histórico de bons registos defensivos nos últimos anos. No Famalicão, sofreu apenas 14 golos no CPP em 2014/15 e conseguiu a subida à II Liga, sendo que na época seguinte mostrou mais a veia goleadora da sua equipa, marcando 64 golos (2º melhor ataque da competição) e sofrendo 51 (10ª melhor defesa em 24 equipas). Após 7 jogos e apenas 3 golos sofridos no Santa Clara, chegou ao Marítimo onde conseguiu levar os verdes-rubros do penúltimo lugar à 5ª jornada a um fantástico sexto lugar e qualificação europeia para os insulares, sofrendo apenas 25 golos e marcando 33 nos 29 jogos ao leme maritimista.

 

Na temporada que agora terminou, Daniel Ramos teve de comandar um Marítimo com muito menos armas que na época anterior e levou os verde-rubros ao sétimo lugar, com 39 golos marcados e 49 sofridos, um registo mais mas fraco que no passado mas com destaque para terem mantido a baliza inviolada em 10 jogos do campeonato. Assim, estamos perante um técnico que prestigiará as capacidades defensivas do Chaves ao invés de procurar um ataque agressivo,o que poderá garantir mais pontos preciosos que com o futebol bonito mas perigoso de Luís Castro.

 

O bombeiro de serviço na casa a arder que é o Vitória de Setúbal atualmente, o técnico lisboeta é um dos treinadores mais experientes da Primeira Liga, mas conta com dificuldades em ter sucesso fora do contexto sadino. Nas últimas seis épocas, Couceiro conta com uma passagem com pouco sucesso por um Sporting a naufragar, passou pela Rússia onde falhou a qualificação europeia com o Lokomotiv, até que voltou ao Vitória setubalense, onde já teve sucesso em 2004/05, garantindo-lhe a chegada ao FC Porto. Após deixar os sadinos num fantástico 7º lugar, substituiu Marco Silva no Estoril, onde foi uma forte desilusão, voltando na época seguinte ao Bonfim.

 

Nas últimas duas temporadas conseguiu aguentar um Vitória em crise financeira e diretiva, conseguindo resultados com aquilo que a direção sadina lhe punha à frente, com a qualidade a não abundar muitas vezes. Após aguentar por duas épocas consecutivas a equipa na Primeira Liga, está agora livre e fala-se que pode ser um dos alvos da direção do Chaves para preencher a vaga deixada por Luís Castro. No entanto, as fracas épocas fora do estádio do Bonfim deixam dúvidas acerca das suas qualidades num ambiente organizado e focado em objetivos mais sólidos e onde a exigência é grande, já contando com vários derrapes nestas circunstâncias.

 

Após duas temporada à frente da equipa B do FC Porto, o antigo extremo portuense prepara-se para dar o salto para o comando técnico de uma equipa da Primeira Liga e o Desportivo é uma das hipóteses em cima da mesa. Ao serviço dos portistas desde 2008/09, quando passou a adjunto dos juvenis azuis e brancos, Folha prepara-se para largar a casa-mãe após 10 anos de treinador nos vários escalões da formação e equipa B, fazendo uma viagem em tudo semelhante à de Luís Castro.

 

Na temporada que agora terminou, os pupilos de Folha conseguiram um sólido 7º lugar na II Liga, isto apesar de ter estado várias jornadas no topo da classificação, mas a promação de jogadores nucleares para a equipa principal levou a uma queda do rendimento dos bês portistas. Na sua carreira, contou com bons resultados nas várias equipas jovens do Porto, com dois títulos de campeão nacional de juniores no currículo, mas falta-lhe a experiência de futebol sénior a sério, sentindo só essa vivência enquanto adjunto na equipa principal do Penafiel.

 

Folha é também um treinador altamente temperamental, contando já com um longo historial de expulsões e envolvimento em arrufos durante os jogos, quer contra a equipa de arbitragem, quer contra jogadores e treinadores adversários. A ser o escolhido pela direção flaviense, temos uma escolha arriscada e que tanto pode ter muito sucesso, como ser um falhanço autêntico, mesmo apesar dos resultados mais positivos no Dragão.

 

Mais um nome vindo de uma equipa B de um clube de primeira, Campelos foi o técnico da equipa secundária do Vitória SC durante três temporadas, conseguindo manter os vimaranenses na II Liga com algum desafogo nessas três épocas, evitando repetir o cenário de descida de 2013 graças a dois 11º e um 13º lugares no segundo escalão.

 

Após mais uma temporada dura quer na equipa B, quer no seniores, Campelos acabou por abandonar o estádio D. Afonso Henriques para seguir a sua carreira noutro clube, com o Chaves a aparecer como uma possibilidade. Esta temporada, o treinador vimaranense ainda teve a oportunidade de treinar a equipa principal do Vitória numa partida da Primeira Liga, fazendo a “ponte” entre a saída de Pedro Martins e a chegada ao minho de José Peseiro, num jogo em que os conquistadores acabaram por perder 2-3 frente ao Marítimo na Madeira.

 

Aos 43 anos, Vítor Campelos já conta com vários anos de experiência em Portugal e no estrangeiro, mas conta apenas com uma experiência a orientar a equipa principal de um clube: foi em 2014/15, ao serviço do Trofense na II Liga, numa temporada desastrosa para a equipa da Trofa que desceu de divisão no último lugar do segundo escalão, com Campelos a chegar em janeiro e a conseguir três vitórias e três empates, não conseguindo reverter a situação desastrosa do clube.

Cinco nomes para substituir Luís Castro

O Vitória SC bateu a cláusula e o Desportivo está, mais uma vez, à procura de treinador. Após uma época histórica, é difícil arranjar um substituto, mas cá estão algumas opções.

 

Após muitos rumores sobre a sua saída, o agora ex-técnico do Chaves acabou por rumar ao Vitória SC pela cláusula de rescisão. Luís Castro deixa uma cadeira muito difícil de ser preenchida, mas cá lançamos alguns nomes que podem ser capazes de levar o Desportivo a fazer uma boa temporada e a “esquecer” o novo treinador dos vimaranenses.

 

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Seria um regresso a Trás-os-Montes para o treinador de 47 anos, após ter orientado o Desportivo durante sete jogos na desastrosa época 2004/05. Após cumprir a segunda temporada ao serviço do Marítimo, onde conseguiu uma qualificação europeia no primeiro ano de verde-rubro. Esta época, o técnico vilacondense viu-se privado dos seus melhores jogadores como Dyego Sousa, Fransérgio e Raúl Silva, em debandada para o Sp. Braga, além de Patrick Vieira, que assinou pelo Benfica mas passou a época ao serviço do Vitória de Setúbal por empréstimo.

Para o lugar dos transferidos, chegaram Gamboa, Rodrigo Pinho Fábio Pacheco e Luís Martins, reduzindo consideravelmente a qualidade da equipa, que só conseguiu voltar a ter exibições sólidas com as chegadas do ex-Chaves Rúben Ferreira e Joel Tagueau, ponta-de-lança revelação da Primeira Liga. Além das soluções de menor qualidade, a relação entre Ramos e o presidente maritimista Carlos Pereira ficou manchada ao longo da temporada e, apesar de ter contrato com os insulares por mais uma época, não ficará certamente na Madeira, dando já um discurso que soava a despedida aquando da Gala de final de época.

As suas equipas, principalmente o Marítimo que se aproxima de deixar, não são famosas pela quantidade de golos que marca, mas sim pela sua consistência defensiva e equilíbrios que consolidam o xadrez de Daniel Ramos, além da matreirice com que se ataque e se consegue tirar pontos aos melhores clubes nacionais. Para ser ter um exemplo, na temporada que agora termina os verde-rubros foram o 12º ataque mais concretizador da Primeira Liga e a 10ª defesa mais batida, números medianos num campeonato onde as fracas defesas abundaram abaixo dos lugares do pódio. Já em confrontos com grandes, o técnico transformou o estádio dos Barreiros numa fortaleza, perdendo apenas três jogos em casa nas duas épocas no clube (contra Chaves, Benfica e FC Porto).

 

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Fosse uma semana mais cedo e este nome teria muito mais força. Pepa conseguiu o que ninguém tinha feito nos beirões, oferecendo-lhes a manutenção tranquila após duas temporada na Primeira Liga onde foi preciso sofrer até ao fim para os auriverdes se aguentarem no palco maior do futebol nacional. Depois de passagens de bom nível por Feirense e Moreirense, onde foi obrigado a fazer omeletes sem ovos e acabou por ser algo injustiçado pelas administrações dos clubes à custa disso, o salto para um clube com a organização do Chaves pode bem ser o que falta à carreira do jovem treinador de 37 anos.

Especialista a fazer muito com pouco, dotado de uma ética extraordinária e com um jogo de contra-ataque de meter medo a muitas equipas, Pepa é daqueles treinadores que consegue motivar os seus jogadores contra qualquer adversidade, procurando sempre a vitória e procurando explorar o máximo do seu plantel, tenha ou não uma qualidade tremenda. Para isso, basta comparar o plantel do Tondela, que terminou em 11º lugar, com aquele de equipas mais abaixo na tabela como Belenenses, Aves, Vitória de Setúbal ou Paços de Ferreira.

Pepa é um dos treinadores com maior futuro na Primeira Liga, com uma capacidade de gestão de jogadores fantástica e que mantém o respeito e a ética profissional como pedras basilares do seu trabalho. Um nome a não esquecer e que poderá vir a estar em palcos bem maiores nos próximos anos.

 

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Um nome que ficará para sempre ligado à descida dos pacenses, mas que chegou à Primeira Liga por alguma razão. Após uma primeira metade da temporada em que passou de adjunto a técnico principal no Leixões e conseguiu deixar os matosinhenses a sonhar com a subida, o treinador ribatejano chegou a um Paços de Ferreira com apenas 15 pontos e a dois da linha de água, sendo já o terceiro timoneiro dos castores, depois de Vasco Seabra e um desastroso Petit.

Nos 16 jogos com João Henriques à frente do Paços, os auriverdes conseguiram quatro vitórias (na chegada do técnico tinham apenas três), três empates e oito derrotas. Pela negativa, notar um período de cinco derrotas consecutivas, onde se junta um desaire frente ao Benfica numa partida em que os pacenses deram uma excelente replica. Já no Leixões, Henriques substituiu Daniel Kenedy logo à quarta jornada e conseguiu fazer uma primeira volta de alto nível, com sete vitórias, sete empates e apenas duas derrotas após 16 jogos ao serviço dos leixonenses, ficando a equipa num fantástico quarto lugar e a dois pontos dos lugares de subida.

Estamos perante um técnico que ainda tem algo para mostrar ao futebol português e que, apesar de não ter conseguido salvar o Paços, mostrou bons promenores na Primeira Liga e poderá valer a pena a aposta.

 

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De todos os nomes nesta lista, será certamente o que mais sobrancelhas levanta, e com alguma razão. As últimas duas temporadas na Primeira Liga de Manuel Machado foram completamente desastrosas e deixaram uma manchada pesada no currículo de um dos treinadores mais sólidos no futebol português e com passagens por clubes históricos como Vitória de Guimarães, Sp. Braga, Académica e Nacional.

O técnico de 62 anos conta com grandes temporadas na Primeira Liga, com idas à Europa e até à final da Taça de Portugal, mas nas últimas épocas sofreu resultados desastrosos. Em 2016/17 apenas conseguiu três vitórias em 15 jogos no Nacional, que viria a descer de divisão, e acabou despedido, mas o tempo sem treinar foi curto e depressa assumiu o comando do Arouca, após a saída de Lito Vidigal para Israel. Nos arouquenses os resultados foram ainda piores e após apenas cinco jornadas voltou a ser dispensado sem conseguir qualquer ponto. Esta época, apenas conseguiu estar 10 jornadas no Moreirense, somando apenas uma vitória e três empates.

Os últimos resultados de Manuel Machado deixam claramente a desejar e o comum adepto pode olhar com grande suspeição para este nome, mas chegar a Chaves pode ser o relançar de carreira para o experiente técnico que ainda terá uma palavra a dizer no topo do futebol português, constando no seu currículo grandes jogos europeus diante de clubes como Zenit, Athletic Bilbao e Werder Bremen, além de um quarto lugar na Primeira Liga em 2008/09.

 

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A wild-card desta lista e um técnico mais conhecido, por enquanto, pelo seu passado enquanto jogador que como treinador. Ricardo Silva é um ex-jogador de clubes como Beira-Mar, FC Porto ou Boavista que, após pendurar as chuteiras em 2015, começou a treinar clubes modestos como a Sanjoanense e o Lusitano de Vila Real de Santo António. Esta época, após uma primeira volta sólida ao serviço do Anadia, assinou pelo Felgueiras e deixou a equipa no play-off de acesso à II Liga, sendo eliminado por golos fora contra o poderoso Farense.

Um treinador que gosta de pôr as suas equipas a jogar bom futebol, merece destaque após conseguir conquistar o topo da Série B do Campeonato de Portugal, aquela que foi de longe a série mais competitiva do CPP. Tal como Pepa, é um técnico que tem um potencial grande e que já conseguiu resultados muito bons, apesar de lhe faltar experiência no futebol profissional.

No entanto, a falta de experiência enquanto treinador complementa-se com um conhecimento em primeira mão dos maiores balneários nacionais enquanto jogador, bem como uma ligação de ferro com o seu pai António Sousa, antigo técnico do Beira-Mar. Muitas dúvidas se levantam por agora, mas se a aposta tiver de ser num treinador desconhecido, então o técnico de 39 anos dos felgueirenses seria a nossa aposta.