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Cinco nomes para substituir Luís Castro

O Vitória SC bateu a cláusula e o Desportivo está, mais uma vez, à procura de treinador. Após uma época histórica, é difícil arranjar um substituto, mas cá estão algumas opções.

Após muitos rumores sobre a sua saída, o agora ex-técnico do Chaves acabou por rumar ao Vitória SC pela cláusula de rescisão. Luís Castro deixa uma cadeira muito difícil de ser preenchida, mas cá lançamos alguns nomes que podem ser capazes de levar o Desportivo a fazer uma boa temporada e a “esquecer” o novo treinador dos vimaranenses.

Daniel Ramos (Marítimo)

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Seria um regresso a Trás-os-Montes para o treinador de 47 anos, após ter orientado o Desportivo durante sete jogos na desastrosa época 2004/05. Após cumprir a segunda temporada ao serviço do Marítimo, onde conseguiu uma qualificação europeia no primeiro ano de verde-rubro. Esta época, o técnico vilacondense viu-se privado dos seus melhores jogadores como Dyego Sousa, Fransérgio e Raúl Silva, em debandada para o Sp. Braga, além de Patrick Vieira, que assinou pelo Benfica mas passou a época ao serviço do Vitória de Setúbal por empréstimo.

Para o lugar dos transferidos, chegaram Gamboa, Rodrigo Pinho Fábio Pacheco e Luís Martins, reduzindo consideravelmente a qualidade da equipa, que só conseguiu voltar a ter exibições sólidas com as chegadas do ex-Chaves Rúben Ferreira e Joel Tagueau, ponta-de-lança revelação da Primeira Liga. Além das soluções de menor qualidade, a relação entre Ramos e o presidente maritimista Carlos Pereira ficou manchada ao longo da temporada e, apesar de ter contrato com os insulares por mais uma época, não ficará certamente na Madeira, dando já um discurso que soava a despedida aquando da Gala de final de época.

As suas equipas, principalmente o Marítimo que se aproxima de deixar, não são famosas pela quantidade de golos que marca, mas sim pela sua consistência defensiva e equilíbrios que consolidam o xadrez de Daniel Ramos, além da matreirice com que se ataque e se consegue tirar pontos aos melhores clubes nacionais. Para ser ter um exemplo, na temporada que agora termina os verde-rubros foram o 12º ataque mais concretizador da Primeira Liga e a 10ª defesa mais batida, números medianos num campeonato onde as fracas defesas abundaram abaixo dos lugares do pódio. Já em confrontos com grandes, o técnico transformou o estádio dos Barreiros numa fortaleza, perdendo apenas três jogos em casa nas duas épocas no clube (contra Chaves, Benfica e FC Porto).

Pepa (Tondela)

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Fosse uma semana mais cedo e este nome teria muito mais força. Pepa conseguiu o que ninguém tinha feito nos beirões, oferecendo-lhes a manutenção tranquila após duas temporada na Primeira Liga onde foi preciso sofrer até ao fim para os auriverdes se aguentarem no palco maior do futebol nacional. Depois de passagens de bom nível por Feirense e Moreirense, onde foi obrigado a fazer omeletes sem ovos e acabou por ser algo injustiçado pelas administrações dos clubes à custa disso, o salto para um clube com a organização do Chaves pode bem ser o que falta à carreira do jovem treinador de 37 anos.

Especialista a fazer muito com pouco, dotado de uma ética extraordinária e com um jogo de contra-ataque de meter medo a muitas equipas, Pepa é daqueles treinadores que consegue motivar os seus jogadores contra qualquer adversidade, procurando sempre a vitória e procurando explorar o máximo do seu plantel, tenha ou não uma qualidade tremenda. Para isso, basta comparar o plantel do Tondela, que terminou em 11º lugar, com aquele de equipas mais abaixo na tabela como Belenenses, Aves, Vitória de Setúbal ou Paços de Ferreira.

Pepa é um dos treinadores com maior futuro na Primeira Liga, com uma capacidade de gestão de jogadores fantástica e que mantém o respeito e a ética profissional como pedras basilares do seu trabalho. Um nome a não esquecer e que poderá vir a estar em palcos bem maiores nos próximos anos.

João Henriques (Paços de Ferreira)

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Um nome que ficará para sempre ligado à descida dos pacenses, mas que chegou à Primeira Liga por alguma razão. Após uma primeira metade da temporada em que passou de adjunto a técnico principal no Leixões e conseguiu deixar os matosinhenses a sonhar com a subida, o treinador ribatejano chegou a um Paços de Ferreira com apenas 15 pontos e a dois da linha de água, sendo já o terceiro timoneiro dos castores, depois de Vasco Seabra e um desastroso Petit.

Nos 16 jogos com João Henriques à frente do Paços, os auriverdes conseguiram quatro vitórias (na chegada do técnico tinham apenas três), três empates e oito derrotas. Pela negativa, notar um período de cinco derrotas consecutivas, onde se junta um desaire frente ao Benfica numa partida em que os pacenses deram uma excelente replica. Já no Leixões, Henriques substituiu Daniel Kenedy logo à quarta jornada e conseguiu fazer uma primeira volta de alto nível, com sete vitórias, sete empates e apenas duas derrotas após 16 jogos ao serviço dos leixonenses, ficando a equipa num fantástico quarto lugar e a dois pontos dos lugares de subida.

Estamos perante um técnico que ainda tem algo para mostrar ao futebol português e que, apesar de não ter conseguido salvar o Paços, mostrou bons promenores na Primeira Liga e poderá valer a pena a aposta.

Manuel Machado (Sem Clube): 

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De todos os nomes nesta lista, será certamente o que mais sobrancelhas levanta, e com alguma razão. As últimas duas temporadas na Primeira Liga de Manuel Machado foram completamente desastrosas e deixaram uma manchada pesada no currículo de um dos treinadores mais sólidos no futebol português e com passagens por clubes históricos como Vitória de Guimarães, Sp. Braga, Académica e Nacional.

O técnico de 62 anos conta com grandes temporadas na Primeira Liga, com idas à Europa e até à final da Taça de Portugal, mas nas últimas épocas sofreu resultados desastrosos. Em 2016/17 apenas conseguiu três vitórias em 15 jogos no Nacional, que viria a descer de divisão, e acabou despedido, mas o tempo sem treinar foi curto e depressa assumiu o comando do Arouca, após a saída de Lito Vidigal para Israel. Nos arouquenses os resultados foram ainda piores e após apenas cinco jornadas voltou a ser dispensado sem conseguir qualquer ponto. Esta época, apenas conseguiu estar 10 jornadas no Moreirense, somando apenas uma vitória e três empates.

Os últimos resultados de Manuel Machado deixam claramente a desejar e o comum adepto pode olhar com grande suspeição para este nome, mas chegar a Chaves pode ser o relançar de carreira para o experiente técnico que ainda terá uma palavra a dizer no topo do futebol português, constando no seu currículo grandes jogos europeus diante de clubes como Zenit, Athletic Bilbao e Werder Bremen, além de um quarto lugar na Primeira Liga em 2008/09.

Ricardo Sousa (Felgueiras)

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A wild-card desta lista e um técnico mais conhecido, por enquanto, pelo seu passado enquanto jogador que como treinador. Ricardo Silva é um ex-jogador de clubes como Beira-Mar, FC Porto ou Boavista que, após pendurar as chuteiras em 2015, começou a treinar clubes modestos como a Sanjoanense e o Lusitano de Vila Real de Santo António. Esta época, após uma primeira volta sólida ao serviço do Anadia, assinou pelo Felgueiras e deixou a equipa no play-off de acesso à II Liga, sendo eliminado por golos fora contra o poderoso Farense.

Um treinador que gosta de pôr as suas equipas a jogar bom futebol, merece destaque após conseguir conquistar o topo da Série B do Campeonato de Portugal, aquela que foi de longe a série mais competitiva do CPP. Tal como Pepa, é um técnico que tem um potencial grande e que já conseguiu resultados muito bons, apesar de lhe faltar experiência no futebol profissional.

No entanto, a falta de experiência enquanto treinador complementa-se com um conhecimento em primeira mão dos maiores balneários nacionais enquanto jogador, bem como uma ligação de ferro com o seu pai António Sousa, antigo técnico do Beira-Mar. Muitas dúvidas se levantam por agora, mas se a aposta tiver de ser num treinador desconhecido, então o técnico de 39 anos dos felgueirenses seria a nossa aposta.

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