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Fonte: Diário Atual

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Fonte: Diário Atual

Carlos Pinto está de regresso a Trás-os-Montes cinco anos depois da fatídica subida falhada de 2014/2015. Um regresso a uma casa que bem conhece, mas que também mudou muito desde a passagem do técnico pelo comando do Desportivo de Chaves.

 

Os flavienses têm agora muito melhores condições que na altura, com campos de treino novos, ginásio e balneários renovados, além de condições muito acima da média para a Segunda Liga. Por outro lado, o novo técnico encontra um Chaves com os adeptos em ruptura com o plantel e com um balneário vazio de líderes.

 

Mas vamos ver ao pormenor o que Carlos Pinto vai trazer para o Desportivo e os obstáculos que vai encontrar no Municipal.

 

O que Carlos Pinto traz de novo

 

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Carlos Pinto está de regresso ao GD Chaves cinco anos depois

Logo para começar, os adeptos têm motivos para ficarem felizes com a formação tática favorita de Carlos Pinto, já que o novo técnico azul-grená é grande fã do 4-4-2, há muito pedido pelos adeptos transmontanos, além de ter plena consciência daquilo que é exigido pelos sócios: a raça transmontana.

 

Além da ideia de jogo que deve ser do agrado das bancadas do Municipal, Carlos Pinto também conta com muita experiência desde que deixou o Desportivo em 2015, com duas subidas no currículo e uma passagem pela Primeira Liga, que lhe dão os conhecimentos necessários para reconstruir o balneário e arranjar líderes para o Chaves, com velhos conhecidos do técnico a poderem vestir de azul-grená na próxima época.

 

A juntar a estes fatores, Carlos Pinto conta também com uma relação próxima com Raphael Guzzo e que podem levar o médio a voltar ao topo da forma (como já aconteceu em 2014/2015, na primeira passagem do técnico por Chaves). Se o novo treinador tiver sucesso com o antigo internacional jovem por Portugal, talvez possa também influenciar outras figuras com potencial mas à deriva, como é o caso de João Teixeira, que vai colocar à prova as capacidades de motivador de Carlos Pinto.

 

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Carlos Pinto conseguiu subir o Famalicão na época passada Fonte: FC Famalicão

Por fim, o técnico vai ter condições de alta qualidade para trabalhar da melhor forma e que, segundo o próprio, falharam no Leixões. «Exigimos dois campos relvados para treinar, um departamento médico completo e um ginásio, mas das quatro condições tivemos zero», lamentou o técnico, em entrevista ao Coletivo Transmontano.

 

Em Chaves, Carlos Pinto vai ter disponíveis dois relvados – um no complexo desportivo e outro no estádio – além de um ginásio equipado e um departamento médico, consequência do investimento feito quando o Desportivo esteve na Primeira Liga. Por isso, não vai ser por falta de condições que o técnico pode falhar no Municipal.

 

Os obstáculos do técnico no Desportivo

 

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Carlos Pinto não tem margem de manobra no GD Chaves e está proibido de falhar no início da época Fonte: Leixões SC

Como já dissemos, Carlos Pinto vai ter de reconstruir o plantel do GD Chaves, já que apenas conta com 13 jogadores para a nova época (se não houver renovações entretanto) e alguns deles estão longe de ser titulares indiscutíveis. Posto isto, é esperado um mercado muito movimentado em Trás-os-Montes, o que significa que o futuro núcleo duro do plantel vai precisar de tempo para se ambientar e adaptar-se às ideias do treinador, o que é um problema devido ao segundo obstáculo.

 

É que, depois de duas épocas paupérrimas, os adeptos flavienses estão com muita pouca paciência para mau futebol e jogadores inadaptados, além de estarem sedentos por vitórias, o que dá uma pressão muito maior sobre Carlos Pinto, principalmente no início do campeonato. Não há margem para uma «falsa partida» na próxima temporada, tem de se entrar a matar, ou qualquer ideia de sucesso vai por água abaixo.

 

E a maior entrave a um início forte deve-se à atual situação do balneário, algo que já mencionámos várias vezes: não há líderes no Desportivo. Vai ser muito mais complicado mudar a união de grupo e colocar os jogadores em sintonia quando os futuros capitães têm de vir de fora, o que vai atrasar o desenvolvimento da equipa e Carlos Pinto não tem tempo para deslizes.

 

Com uma média de idades a rondar os 24 anos nos jogadores sob contrato, é obrigatório o novo técnico ir buscar jogadores com uma personalidade forte a outros clubes o que, mais uma vez, causa dificuldades, já que não há espaço para erros de casting. Por outro lado, esta pode ser a altura para Carlos Pinto apostar no regresso de antigos capitães e jogadores que convenceram os adeptos no passado. Jogadores como Luís Silva, Patrão ou João Reis podem ser o catalizador que o balneário tanto precisa e podem ser essenciais para uma época de sucesso.

 

No entanto, a questão mantém-se: terá Carlos Pinto capacidade para gerir tantos obstáculos e resolver tantos problemas? É isso que vamos descobrir nos próximos meses…

1 thought on “Carlos Pinto ao Raio-X: Novo técnico com muito trabalho pela frente

  1. Carlos pinto tem uma coisa que o faz diferente, raça! Se conseguir passar essa atitude patão plantel teremos a almejada subida mais próxima. Todavia tem de ser criterioso é muito rigoroso na escolha dos jogadores. Têm de ser à sua imagem. E nada de ingerências externas. Deixem trabalhar o homem! Sócio n. 531

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