Sentenciado o pesado destino do Desportivo de Chaves, que caiu para a Segunda Liga, é altura de exigir consequências após uma das mais desastrosas épocas dos flavienses.

 

Há três culpados deste triste fado: treinador, diretor de futebol e presidente da SAD. Mais que explicações, pede-se uma atitude a estes três ases do desastre… e essa atitude tem de ser assinar a carta de rescisão.

 

Um a um, explicamos o porquê da demissão ser o único caminho para os obreiros da descida.

 

Francisco José, demissão!

 

Ir à Europa? Ui isso não. O importante é consolidar o Chaves na Primeira. Foi esta conversa que serviu de resposta aos adeptos depois de, na época passada, nem se ter feito a inscrição nas provas europeias, com mais uma ou outra desculpa esfarrapada pelo caminho (o estádio não serve? O Arouca pode jogar no deles e nós não? Por favor).

 

Depois dessa bela época, Chico Zé decide apostar num treinador falhado, vindo de duas descidas no mesmo ano. Surpresa, surpresa, correu mal e José Gomes foi despedido à quinta jornada só com derrotas. Isto uma semana depois de receber “apoio total” da SAD.

 

A juntar a esta deprimente substituição de Vítor Campelos, também decidiu-se trocar jogadores de alta qualidade como Nélson Monte, Ponck ou João Teixeira pelos flops Ygor, Bruno Rodrigues ou Rúben Ribeiro. Lamentável.

 

Depois de tamanha falta de jeito para gerir uma SAD, não dar explicações a ninguém e permitir que o Chaves desça por culpa apenas e só da administração, está na hora de ir embora. Dedique-se aos concertos e deixe o futebol para outros, como para o patriarca, que até hoje parece ser o único que sente realmente o Desportivo.

 

Nélson Lenho, demissão!

 

O regresso que ninguém pediu e onde mais valia nem ter ninguém no cargo. Nélson Lenho voltou sorrateiramente a Chaves para dirigir o futebol flaviense e a experiência é um redondo e sonante desastre.

 

Um plantel tragicamente mal preparado, reforços vindos tarde e fora de horas, Uma pré-época feita quase toda com imensos dispensáveis, dois erros de casting para treinador e uma equipa B que também corre o risco de não subir de divisão é o resultado do trabalho do antigo jogador.

 

Podemos defender e dizer que as decisões finais não estavam na mão de Lenho, mas se era esse o caso só tinha de bater com a porta por não conseguir fazer o seu trabalho.

 

Moreno, demissão!

 

Chegou como o novo treinador da moda, qual Tiago Fernandes, e o resultado saiu exatamente igual quando comparado com esse coveiro. Ao início até veio com um discurso bonito e alguns resultados, mas depressa mostrou o quão limitado é e quanto ganhou o Vitória SC por ter preferido um treinador melhor.

 

A casmurrice acabou num sistema tático que funcionava mal, jogadores a render pouco e umas quantas humilhações pelo caminho (ninguém leva 5 golos do Arouca). Teve alguns momentos de destaque, mas no final de contas nunca conseguiu dar tranquilidade e bom futebol a esta equipa.

 

A saída peca por tardia, mesmo que a descida tivesse sido desenhada na pré-época. Que vá pela sombra e que ninguém se atreva a ponderar sequer mantê-lo na Segunda Liga.

 

Que venham melhores ventos em 2024/25…

2 thoughts on “Demissão! Demissão! Demissão!

  1. Ao contrário do outro António que comentou anteriormente, creio que o Desportivo merece muito mais, a começar pelos sócios e adeptos que deveriam ter uma atitude mais positiva e de entrega. No ano em que subimos, um ex jogador, Luís Rocha, referiu isso mesmo.

  2. O chaves esta exatamente onde deve estar.. são todos uns curuptos contratos feitos nas escuras a jogadores quem nen merecem.. dinheiro metido o bolso… então e isso mesmo, merecem mais que cair..

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