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Sócios do GD Chaves com quota única de 30 euros para a próxima época

Fonte: GD Chaves

 

É a grande novidade da Assembleia Geral Extraordinária do GD Chaves. Os sócios dos Valentes Transmontanos vão passar a pagar uma quota única de 30 euros para adultos (15 euros para menores), numa medida inédita no emblema flaviense: até aqui, os sócios tinham de escolher a bancada em que queriam ver os jogos, com o preço a mudar de acordo com a zona do estádio.

 

Mas há mais: os bilhetes para os jogos vão custar entre 10 euros e 25 euros, dependendo da bancada, com os sócios a pagarem apenas metade do preço. Por outro lado, vai estar disponível um bilhete de época que varia entre os 20 euros e os 95 euros, também dependendo da bancada. No entanto, sócios que tenham pago as quotas na última época têm este bilhete de época gratuito.

 

Algumas dezenas de sócios flavienses estuveram presentes na Assembleia Fonte: GD Chaves

 

Para a nova época, as mensalidades nos escalões de formação vão sofrer um aumento e passam para os 30 euros para sócios e 60 euros para não-sócios.

 

Nas camadas jovens, os juniores vão ser geridos pela SAD em 2021/2022. O clube espera ter 300 atletas nas várias modalidades, com o objetivo de garantir a manutenção nas provas em que competem. Quanto ao futsal feminino, foi anunciado um acordo com o Hóquei Flaviense e a escola de futsal Johnson Januário para criação de camadas jovens na modalidade.

 

Bruno Carvalho foi reeleito presidente do Desportivo Fonte: GD Chaves

 

Quanto ao orçamento, será de 253 500 euros, com receitas estimadas de 50 mil euros em quotas, 30 mil do acordo com a SAD para uso dos símbolos e imagem do GD Chaves, 100 mil euros do acordo com a Câmara Municipal de Chaves e outras receitas como 10 000 euros de  patrocínios e 3 500 euros da percentagem das vendas na loja do estádio.

 

Na Assembleia foi ainda anunciada a reeleição de Bruno Carvalho na presidência dos Valentes Transmontanos, com 626 votos a favor e 50 em branco.



5 Questões que gostaríamos de ver respondidas na Assembleia

Fonte: GD Chaves

Depois de Bruno Carvalho ter anunciado que este será o último mandato à frente do GD Chaves, a Assembleia Geral de dia 2 está envolta em muitas questões, quer sobre a gestão do clube até à data, quer sobre o futuro da instituição.

 

Foram nove anos do ainda presidente à frente do GD Chaves e, na altura de votar o último orçamento, é altura de colocar várias questões em pratos limpos.

 

É só carregar em «Página Seguinte» para ver as nossas questões!

 


Fonte: GD Chaves

Uma das grandes questões do momento e uma que os sócios têm perdido o fio à meada ao longo dos anos: qual é ponto de situação na formação? E há várias dúvidas para serem desfeitas.

 

Primeiro, é preciso esclarecer os sócios sobre quais são, realmente, os escalões que fazem parte da responsabilidade do clube, isto porque a gestão de jogadores quando se chega aos juniores não parece fazer sentido nenhum: há muito poucos jogadores a transitar dos juvenis e quase todos os anos chega um contentor de jogadores vindos de sabe-se lá onde. Este ano até correu bem, mas foi por causa do trabalho realizado nos juvenis.*

 

Depois, qual é o projeto para a formação? Este então não se entende mesmo. Em nove anos, não houve um único jogador a ser aposta frequente na equipa principal. Aliás, os únicos jogadores que subiram dos juniores aos seniores eram estrangeiros, vindos dos contactos de Francisco Carvalho com escolas de futebol no Senegal e Guiné-Bissau.

 

Também não se entende, afinal, qual é o objetivo principal na formação dos jogadores: é fazer deles grandes homens? É trabalhar as qualidades individuais? Ou é metê-los a trabalhar de acordo com um sistema de jogo? Tudo questões que nunca foram respondidas.

 

Se o dinheiro das quotas dos sócios só é utilizado pelo clube, então porque é que em tanto tempo a formação do Desportivo nunca deu frutos? Era altura de colocar os «pontos nos I’s», tal como Bruno Carvalho disse que iria fazer na Assembleia.

 

*ADENDA: chegou-nos a informação que a qualidade do plantel de juniores do GD Chaves foi da responsabilidade do treinador Calina, que esteve nos juvenis nos últimos dois anos. Assim, atribuir os louros a Tony Silva não terá sido a informação mais correta. Aqui fica a correção devida.

 

Fonte: Vitória SC

Por falar em formação, vamos ao problema que marcou o início deste verão: como é que o GD Chaves perdeu cinco dos melhores jogadores das camadas jovens a custo zero?

 

Esta situação não fez qualquer sentido. Depois de dizerem a toda a gente que o Desportivo passou a ser uma Entidade Formadora de 4 quatro estrelas e o quão fantástico isso seria para o futuro do clube, eis que, um ano depois, cinco dos jogadores mais promissores do Chaves saem a custo zero, sem ter contrato com o clube, rumo ao Minho e ao Porto.

 

Como é que, a exigir aos sócios valores altíssimos de quotas, nem se dão ao trabalho de utilizar esse dinheiro para segurar os melhores jogadores que produzimos? Como é que José Bica ter sido internacional sub-17 não foi suficiente para lhe dar um contrato? Como é que Gonçalo Vidazinha e Botelho terem trabalhado com a equipa satélite não foi suficiente para lhes dar um contrato?

 

Não parece haver uma explicação plausível para esta situação. Esperemos é que o ainda presidente saiba pôr isto em pratos limpos, já que vamos deixar de o ver em 2021.

 

Fonte: GD Chaves

Escusado será dizer que as quotas do GD Chaves são altíssimas, principalmente tendo em conta que a equipa principal desceu de divisão, mas aqui entra uma questão ainda mais estranha: a dualidade de critérios para definir os valores.

 

Primeiro, as quotas subiram para os altos valores atuais após a subida à Primeira Liga, o que até parecia fazer sentido: o Chaves subiu, vai jogar num campeonato maior e mais caro, as quotas subirem não é propriamente chocante. Porém, após a descida à Segunda Liga, as quotas ficaram exatamente iguais, já que estão destinadas apenas ao clube e não à SAD.

 

Afinal em que ficamos? O valor das quotas vai para o clube ou a SAD? Se vai para o clube, porque é que aumenta de acordo com o sucesso da equipa da SAD? Não faz qualquer sentido.

 

Mais: será desta que regressa a quota correspondente? Este foi o maior «soco na cara» dos sócios flavienses, muitos deles fora da cidade, que se viram obrigados a gastar o dobro do dinheiro em quotas porque a modalidade correspondente – para quem está fora da cidade – desapareceu. Foi uma decisão ridícula na altura e continua a ser ridículo hoje não existir esta quota.

 

Já agora, será desta que vão anunciar benefícios para quem for sócio? Claro que não, mas não é demais pedir. No final de contas, são quase 100 euros por ano que as pessoas gastam para não ver quaisquer contrapartidas.

 

Fonte: GD Chaves

Com a decisão de terminar a equipa satélite, eis que o Desportivo de Chaves aliviou cerca de 300 mil euros do orçamento. Agora, a grande questão é: para onde vai ser distribuído o dinheiro na próxima época?

 

Até 2018/2019, o clube gastava cerca de 320 mil euros com camadas jovens e modalidades, um valor bastante alto tendo em conta a falta de resultados que essas equipas apresentam, quer do ponto de vista de competição, quer de aproveitamento de jovens jogadores, mas um alívio de mais de um quarto de milhão de euros pode fazer toda a diferença no futuro do clube, por isso é importante gastar bem esse dinheiro.

 

É essencial não se andar a fugir sobre esta questão e explicar com detalhe aos sócios o que pode mudar com  este alívio extraordinário nas contas do Desportivo de Chaves. Será que vai ser utilizado para aumentar o número de modalidades? Para criar mais escalões nas que já existem? Ou será que vão para infraestruturas e observação de novos talentos?

 

Há muitas áreas onde o clube pode investir agora, mas é preciso pensar muito bem em qual será a decisão final e, acima de tudo, explicar bem aos sócios os planos para o futuro.

 

Fonte: GD Chaves

Por último, é preciso falar acerca do futuro do clube: com Bruno Carvalho, aparentemente, a partir para o último ano de mandato antes de deixar o Chaves, é necessário saber qual a posição da restante direção – principalmente a família Carvalho – acerca do sucessor do ainda presidente.

 

A saída de Bruno Carvalho não deve, à partida, significar mudanças de maior na estrutura da SAD, mas abre as portas a novas oportunidades no clube, que precisa de reformular a formação, dinamizar modalidades e reconquistar sócios para recuperar alguma da solidez perdida com a descida da Primeira Liga.

 

Posto isto, é importante que os vice-presidentes usem da palavra e expliquem já o que planeiam para o futuro: ou se lançam um candidato próprio ou se permitem a entrada de alguém fora da família do maior investidor do GD Chaves no clube.

 

Esperamos respostas concretas sobre o futuro do Desportivo na quinta-feira, dia 2 de julho, na Assembleia Geral, marcada para as 20H30 no auditório municipal.

Sócios com entrada livre para o jogo contra o Desp. Aves

Com o encontro entre avenses e flavienses a ser realizado na próxima segunda-feira à noite, a SAD tomou a decisão de abrir as portas aos sócios com quotas pagas e que esperam há mais de um mês por um jogo no Municipal de Chaves.

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Como resolver a falta de apoio da cidade ao Desportivo

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Após a entrevista do Sr. Francisco ao O Jogo, onde dizia estar “desiludido” pela falta de apoio ao clube, fomos ver o que pode o Desportivo fazer para mudar a situação menos boa atual e atrair mais sócios e adeptos ao clube.

 

 

No dia em que faz 63 anos, Francisco Carvalho, presidente honorário do nosso Desportivo, disse à imprensa nacional que o clube/SAD não andavam propriamente nas nuvens financeiramente e “ameaçou” mesmo em sair do clube se as coisas continuarem assim. Pois bem, fizémos a análise e a pesquisa de forma a ver o que pode a direção fazer para tentar alterar esta realidade sem ser preciso bater com a porta.

 

 

6 milhões de orçamento? Um bocado demais…

 

 

A parte da entrevista que nos deixou mais preplexos foi mesmo o orçamento que o Desportivo dispôs para esta temporada: 6 milhões de euros. Este é mesmo um dos orçamentos mais altos da Liga, juntamente com Rio Ave e Marítimo, e deixa-nos bastante apreensivos, porque será mesmo preciso gastar tanto dinheiro todas as épocas?

 

 

Para começar, temos de ver que esta época houve gastos absurdos em transferências, com 1,1 milhões de euros gastos no pagamento a clubes por jogadores (200 mil de Jefferson, 400 mil de Maras e 500 mil de Stephen Eustáquio). Mesmo que se tenha conseguido bons ganhos financeiros em janeiro (2,5 milhões de euros após as transferências de Freire, Assis, Paulinho e Jorge Simão), não há razão para se esbanjar tanto dinheiro quando cá em Portugal há oportunidades de negócio que, muitas vezes, nem verba de transferência é preciso pagar.

 

 

Na II Liga, a maioria dos contratos dos jogadores são de um ano e há aí uma grande oportunidade para o Desportivo ir buscar jogador de qualidade e baratos para apetrechar o seu plantel de bons ativos sem grande despesa. Aliás, isso aconteceu várias vezes com o Chaves quando andávamos na II Liga (saídas de Sagna, João Góis, Stefanovic, etc foram todas a custo zero) e cabe-nos a nós seguir o mesmo exemplo.

 

 

Depois de saber o valor do orçamento do clube, e supondo que estamos a falar dos gastos do Chaves todas as épocas e não estamos a pôr ao barulho a construção da nova bancada e centro de treinos, ganha força um rumor que circulou no verão entre os adeptos do Vitória SC que diziam que Bressan não tinha ido para Guimarães porque o Chaves ofereceu 200 mil euros (!) de salário anual ao médio bielorrusso. Ele é um excelente jogador, sem dúvida, mas 20 mil euros por mês por um jogador de 29 anos? Será Bressan assim tão insubstituível que tenha de se pagar a peso de ouro? Duvido…

 

 

Além disso, a criação de um departamento de Scouting permitirá finalmente encontrar os futuros grandes nomes da Liga NOS na II Liga, Campeonato de Portugal ou até mesmo na distrital, contextos que vão envolver um investimento bastante menor por parte do clube e de onde se pode conseguir sucesso. Um jogador caro nem sempre é garantia de um bom jogador e cabe ao clube/SAD procurar os melhores ativos e tentar encontrá-los quando ainda não estão valorizados.

 

 

Receitas de Jogo e baixas assistências

 

 

Em termos de assistência média não se pode dizer que a chegada à Primeira Liga tenha proporcionado um aumento exponencial no Desportivo de Chaves, principalmente se tirarmos da equação os jogos contra os ditos grandes. Segundo números do investidor, há, em média, cerca de 1800 sócios nas bancadas e cerca de 500 convites distribuídos por jogo, o que significa que há entre 200 e 600 bilhetes vendidos ao público em geral. Aqui vê-se que a receita de bilheteira não ultrapassa, em média, os 21 mil euros na maioria dos jogos da temporada.

 

 

Mas aqui também há que ter em conta que pedir 20€ por jogo é um valor demasiado alto para o comum flaviense e, apesar deste valor valorizar os benefícios que os sócios têm (apenas pagam 5€/jogo), acaba por afastar o comum espetador e, sem sentir a vibração do dia de jogo, dificilmente alguém vai sequer dar-se ao trabalho de ser sócio. Aqui o clube devia apostar, em jogos onde assistência costuma ser baixa, em preços mais baixos que continuem a valorizar as vantagens de ser sócio. Como? Simples:

 

 

Cada sócio, supondo que vai a todos os jogos em casa, gasta cerca de 100 euros em bilhetes durante a temporada o que faz com que os sócios do topo sul paguem 180€ no total, os da descoberta idem e os da coberta gastam 220€ anuais em quotas + bilhetes. Com estes valores, o clube precisa de praticar preços que não sejam proibitivos mas que no total da temporada mantenham-se acima dos valores a pagar pelos sócios, ou seja:

 

 

-Topo Sul: os bilhetes podem ser 10€ e duplica-se esse preço em jogos contra “grandes”. Total pago/época por não-sócios: 200€

 

-Descoberta: os bilhetes podem ser exatamente o mesmo preço que o topo sul. Além de ser a bancada com menores condições do estádio, não faz sentido cobrar mais apenas porque é uma central.

 

-Coberta: Tudo bem que a central coberta é a bancada dos sócios, mas não faz sentido não se vender bilhetes para esta bancada. Para se dar prioridade aos sócios, bastava-se deixar disponíveis os bilhetes para a coberta no dia de jogo ao preço de 20€/bilhete e não se vendia apenas para os jogos contra a estarolada. Total pago/época por não-sócios: 280€

 

 

Além destes preços mais acessíveis, devia-se criar, de uma vez por todas, o bilhete de acompanhante de sócio, que permite os associados do clube levarem companhia ao estádio pelo mesmo preço do bilhete sócio. Se o estádio não enche em 14 jogos dos 17 em casa durante a temporada, porque não permitir que os próprios sócios tragam mais gente aos estádios? Como diz o outro, mais vale 10€ na mão que 20€ a voar.

 

 

Cidade com 40 mil habitantes, clube com 5700 sócios

 

 

A parte que mais razão temos de dar ao mecenas do Desp. Chaves é no número de sócios que o clube tem neste momento. Como é possível o único clube de Primeira de toda a região, clube pelo qual todos simpatizam, tenha apenas 5700 sócios, dos quais só 1800 vão ao estádio? É ridículo, mas também há alguma responsabilidade da parte do clube. Vamos lá ver, como se quer aumentar o número de sócios se a última vez que se fez uma campanha de angariação de associados foi em 2011? Cabe à direção organizar campanhas de novos sócios, criar mais vantagem para quem for associado e mostrar porque vale a pena fazer-se parte da família azul-grená.

 

 

Sejamos honestos, os adeptos movem-se por paixão e romantismo, mas não há nenhum romantismo em dizer-se “hey, paguem 80€ de quotas anuais para o clube poder pagar as contas”. É verdade, sim, mas não atrai ninguém. É preciso apelar ao ser-se transmontano (a campanha dos Valentes Transmontanos, na altura da II B, foi excelente), destacar os grandes adeptos que o Desportivo tem e, acima de tudo, dar vantagens reais a esses flavienses. “Que vantagens?”, perguntam vocês. Pois bem:

 

 

-Descontos nas deslocações

 

-Desconto fixo em todos os artigos da loja do clube

 

-Desconto nas quotas das modalidades/camadas jovens

 

 

Não é preciso reinventar a roda. Há que seguir os esquemas já usados com muito sucesso por outros clubes portugueses (Benfica, Sporting, Porto, Sp. Braga e Vitória SC por exemplo), aplicá-los à realidade do Desportivo de Chaves e tentar conseguir resultados. Criar um kit sócio também seria boa ideia, um pack com um cachecol, dois bilhetes para qualquer jogo da Primeira Liga (excepto “grandes”) e um voucher de desconto de 50% em qualquer artigo da loja e ficava toda a gente feliz e contente.

 

 

Agora, há outro problema que torna tudo isto contra-produtivo, que é o Francisco Carvalho dizer várias vezes à imprensa que é ele que paga tudo. Não é que não seja verdade, longe disso, mas muita gente fica com a sensação de não ter qualquer responsabilidade financeira com o clube porque, no final de contas, “o Chico paga”. É preciso lembrar os sócios que não é por haver alguém que meta dinheiro no clube e que equilibre as contas que são tudo rosas no Desportivo.

 

 

Por último, há um erro básico que tem de se resolver imediatamente: não há opção para inscrição de novos sócios no site. Este é um erro que se devia de ter resolvido já há imenso tempo, ainda para mais quando se fala de um clube como o Chaves, que tem tantos adeptos longe da cidade e da região. Sócios têm de ter a opção de pagar quotas sem ter que ir ao estádio e adeptos do clube têm de ter a opção de se inscreverem como associados sem terem que ir à cidade. Quantas e quantas pessoas ficam anos e anos sem ir a Chaves? Pois, há que pensar em tudo.