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João Correia continua em Chaves e é 6.° reforço para Carlos Pinto

Fonte: GD Chaves

Está confirmada a continuidade de João Correia no GD Chaves. O extremo, que também pode jogar a lateral, assinou contrato em definitivo pelo Desportivo, depois de um ano emprestado aos Valentes Transmontanos pelo Vitória SC.

 

João Correia torna-se, ao mesmo tempo, no sexto reforço para Carlos Pinto e no 16.° jogador a transitar da época passada para a temporada 2020/2021, depois de um ano em que jogou 15 partidas de azul-grená, apesar de não marcar qualquer golo.

 

O extremo está pronto para trabalhar às ordens do antigo capitão flaviense esta sexta-feira, no regresso aos treinos do Desportivo de Chaves para preparar a próxima temporada.

 

Além de João Correia, o conjunto azul-grená conta com cinco reforços para a nova época – Bura, Luís Rocha, Luís Silva, Zé Tiago e Roberto – na luta pela subida à Primeira Liga.

OPINIÃO: Continuamos tão amadores na formação…

Fonte: GD Chaves

Numa semana que estava a ser calma, eis que somos bafejados por uma notícia constrangedora: José Bica, Luís Mesquita, Botelho e Gonçalo Vidazinha, estrelas da formação, deixam o GD Chaves a custo zero para reforçar os “grandes” do Minho. Tudo porque o Desportivo não ofereceu contrato a estes jogadores.

 

É incrível como depois de tanto investimento e tanta celebração por sermos uma entidade formadora de quatro estrelas, continuamos a não segurar jovens jogadores que se destacam e que estavam quase no ponto para chegar à equipa satélite. É que nem se pode dizer que eram nomes desconhecidos.

 

José Bica é internacional português sub-17, Luís Mesquita foi a revelação dos juniores, enquanto Vidazinha e Botelho chegaram a trabalhar com a equipa satélite. No entanto, ninguém se lembrou que se calhar era boa ideia dar contrato a estas promessas e lá fica o Chaves a ver navios.

 

E esta nem é a primeira vez que isto acontece: ainda na época passada o guarda-redes dos iniciados Thiago Augusto, que já tinha sido chamado à Seleção Nacional, saiu para o Benfica também a custo zero. Se neste caso ainda há a desculpa de ser um jogador de 15 anos, então agora não há razão para segurar jogadores que estão quase a chegar a seniores.

 

Depois de se ter gasto tanto dinheiro num complexo desportivo, ter uma academia para jogadores que vêm sabe-se lá de onde, deixamos fugir quatro transmontanos que vivem aqui ao lado. Quem é que vai assumir responsabilidades por este desastre? O coordenador da formação? O presidente?

 

É incrível como em quase dez anos continuam a acontecer erros de palmatória no Desportivo de Chaves e que podem prejudicar o futuro do clube, quer financeiramente, quer desportivamente. A aposta na formação é praticamente inexistente no Municipal.

 

Depois não lamentem que os sócios não queiram pagar quotas com valores de Primeira Liga para isto, quando nem somos profissionais o suficiente para defender os nossos ativos mais óbvios.

 

“Visto da Descoberta” é o editorial da Comunidade Azul-Grená. Às quartas-feiras, é comentado um tema do dia-a-dia do Grupo Desportivo de Chaves.

Quatro pérolas da formação saem a custo zero do GD Chaves

Fonte: GD Chaves

O GD Chaves vai perder quatro promessas da formação a custo zero para o Vit. Guimarães e SC Braga, isto porque os flavienses não seguraram os jogadores com contratos, apesar de já estarem perto da idade de sénior.

 

O avançado internacional sub-17 José Bica e Mesquita, lateral-esquerdo titular dos juniores, vão rumar aos arsenalistas depois de uma temporada de alto nível em Trás-os-Montes. Já o defesa Botelho e o médio Gonçalo Vidazinha, que trabalharam com a equipa satélite, seguem para os vitorianos.

 

Estas são quatro perdas que não trazem qualquer retorno ao Desportivo, já que não estavam protegidos contratualmente pelo GD Chaves, ao contrário do que aconteceu com os jovens Tomás Igreja e André Liberal no início da temporada.

Toniño: O basco «raçudo» com um pontapé-canhão

Os anos 90 foram prolíferos em jogadores espanhóis a brilhar de azul-grená. Já falámos da armada espanhola do GD Chaves no passado, mas hoje destacamos um dos nomes que mais se destacou com a camisola dos Valentes Transmontanos: Toniño.

 

Nascido em Bilbau, o médio cresceu para o futebol no histórico Athletic Bilbau, onde chegou a sénior mas nunca passou da equipa B. Passou quatro anos na equipa secundária dos bascos até que decidiu aventurar-se no campeonato português aos 23 anos, pela porta transmontana, ao assinar por um recém-promovido Desportivo de Chaves em 1994/1995. Em Trás-os-Montes mostrou-se como um médio defensivo raçudo, apesar da baixa estatura, e com um pontapé de longe letal.

 

Na primeira época ao serviço do Desportivo, Toniño foi figura de destaque sob orientação de António Jesus e, mais tarde, Vítor Urbano, numa temporada em que o Chaves só garantiu a manutenção na última jornada da Primeira Liga, frente ao Boavista.O primeiro golo com a camisola flaviense surgiu logo à 4.ª jornada, numa deslocação a Aveiro para defrontar o Beira-Mar. Apesar da derrota por 4-2, Toniño marcou o primeiro golo do jogo aos 11 minutos.

 

Após 31 jogos e quatro golos marcados, os flavienses ficaram com água na boca para ver mais do médio basco, que na época seguinte superou o número de golos marcados, com sete remates certeiros em 25 jogos de azul-grená. Os remates de longe foram a arma mais ameaçadora do espanhol, como se viu neste golo na derradeira jornada da época 1994/1995, frente ao Boavista:

 

 

No entanto, a estadia em Trás-os-Montes estava a chegar ao fim para Toniño. Em 1996/1997 assinou pelo Vitória de Guimarães, mais um dos muitos jogadores a trocarem Chaves pelo Minho, e ficou na cidade-berço durante uma temporada, com 25 jogos e um golo marcado nos vimaranenses. Uma saída de curta duração, já que, em 1997/1998, o médio espanhol regressou ao Desportivo para vestir a camisola azul-grená numa época complicada, que depois de quatro treinadores (José Romão, Manuel Correia, António Magalhães e Porfírio Amorim) acabou por ocupar o antepenúltimo lugar e descer de divisão, apesar dos dois golos em 22 jogos de Toniño.

 

Toniño em 1997/1998, a terceira temporada ao serviço do GD Chaves Fonte: Chaves Antiga

 

Só que a descida na secretaria do Leça levou o Chaves a mais um ano na Primeira Liga, mas nem Toniño conseguiu evitar a inevitável descida. Com 25 jogos nessa temporada e nenhum golo marcado, o Desportivo acabou por cair para a Segunda Liga, numa desapontante descida para todos os flavienses. Porém, o médio espanhol manteve-se em Trás-os-Montes para tentar trazer o Chaves de volta para a Primeira, mas a época conturbada sob orientação do conterrâneo Rodríguez Vaz e, mais tarde, de Francisco Vital, não permitiram ao conjunto azul-grená regressar ao principal escalão do futebol português.

 

Depois de apenas oito jogos em 1999/2000, Toniño deixou Trás-os-Montes de vez, primeiro para uma época no Fafe, depois para três temporadas de regresso a Espanha, onde jogou no Pontevedra. Foram cinco épocas em Trás-os-Montes para o médio basco, 111 jogos e 13 golos que fazem do espanhol um dos jogadores que brilharam de azul-grená, e que ganhou o seu espaço na lista de glórias do Desportivo de Chaves.

 

PERFIL DO JOGADOR

 

Nome: José António Valverde Vesga

 

Data de nascimento: 08-08-1971

 

Naturalidade: Bilbao, Espanha

 

Posição: Médio Defensivo

 

Clubes na carreira: Athletic Bilbao B (1990/1991 a 1993/1994), GD Chaves (1994/1995 a 1995/1996), Vit. Guimarães (1996/1997), GD Chaves (1997/1998 a 1999/2000), Fafe (2000/2001), Pontevedra (2001/2002 a 2003/2004)

Kasongo Kabwe: O «tanque» congolês

A história azul-grená é rica em jogadores africanos a vestirem, com rigor, a camisola do Desportivo de Chaves. E entre esses jogadores, poucos conseguiram ter a influência e o destaque que Kasongo Kabwe teve no plantel flaviense durante nove temporadas.

 

Lateral esquerdo congolês de forte capacidade física e agressivo, Kasongo chegou a Portugal em 1996/1997 para representar o Vitória de Guimarães, mas logo na primeira temporada esteve emprestado ao SC Covilhã. Depois de um ano nos serranos, o congolês jogou duas épocas na Primeira Liga ao serviço dos vimaranenses, mas em 1999/2000 chegou ao clube onde mais brilhou: ao Grupo Desportivo de Chaves.

 

Em Trás-os-Montes, já com 29 anos, jogou num eterno candidato ao regresso à Primeira, mas os muitos problemas fora de campo evitaram que o sucesso batesse à porta do Chaves. No relvado, Kasongo e companhia tentavam honrar as cores flavienses e, apesar do pouco sucesso desportivo, o congolês tornou-se figura de destaque e foi mesmo convocado para a CAN 2000, onde representou a RD Congo, que acabou por não passar da fase de grupos.

 

Kasongo, com a braçadeira de capitão, na moeda ao ar de um jogo com o Aves

Depois de três épocas consistentes no Desportivo, viu a titularidade ameaçada pela forte concorrência de Lino, lateral de eleição para Rogério Gonçalves, treinador em 2002/2003, com apenas 17 jogs para o congolês. No entanto, já na época a seguir, foi escolha habitual para José Alberto Costa e Manuel Correia, para ajudar o Desportivo de Chaves a conquistar um confortável 10.º lugar na Segunda Liga.

 

Porém, a época seguinte seria de desastre. Apesar dos 31 jogos com a camisola azul-grená, o Chaves acabou em posição de descida e só a falência de Alverca e Salgueiros salvou os flavienses de caírem para a II Divisão B. Seguiu-se uma época de contrastes em 2005/2006, já na presidência de Marcelo Delgado, com o Desportivo a ter uma primeira volta paupérrima, seguida da melhor segunda volta dos últimos anos do Chaves que, por si só, podia ter dado em subida, mas os resultados negativos no início da época levaram a um mais modesto 8.º lugar, com Kasongo a cumprir 23 jogos.

 

Apesar de ter evitado males maiores duas épocas seguidas, 2006/2007 foi uma época desastrosa, com o Desportivo a terminar com apenas 16 pontos e no último lugar. Queda para a II Divisão B e as pernas do lateral congolês começavam a falhar. Ainda foi a tempo de participar na época 2007/2008, onde fez 15 jogos pelo Chaves na tentativa de regressar à Segunda Liga mas, já com 37 anos, Kasongo pôs termo à carreira, sem conseguir a subida, mas sem deixar Trás-os-Montes.

 

Kasongo como treinador das camadas jovens do Desportivo de Chaves

 

Depois de terminar a carreira, manteve-se durante muito tempo como treinador nos Valentes Transmontanos, primeiro na equipa técnica dos seniores, depois nas camadas jovens, onde treinou desde as escolinhas aos juniores. No Municipal de Chaves, Kasongo foi um jogador regular sob orientação de vários treinadores, desde Francisco Vital a António Caldas, e no meio dos problemas diretivos e financeiros, foi um dos pilares do balneário, juntamente com Paulo Alexandre. Porém, a força física levou a alguns cartões vermelhos pelo caminho, além de alguns jogos no banco durante a concorrência feroz de Lino pelo lugar na lateral-esquerda flaviense. Mas nada que retirasse importância a Kasongo, que até envergou a braçadeira de capitão.

 

Ao todo foram 212 jogos de azul-grená para o defesa congolês, com dois golos marcados pelo caminho. Pendurou as chuteiras no final de 2007/2008, com o Desportivo na II Divisão B, mas continuou por Trás-os-Montes por vários anos ao ser treinador das várias equipas de formação do Chaves. 

 

Kasongo ganhou, assim, um lugar na história do Grupo Desportivo de Chaves, onde se tornou um flaviense por adoção.

 

PERFIL DO JOGADOR

 

Nome: Kasongo Kabwe

Data de nascimento: 31-07-1970

Nacionalidade: RD Congo (Internacional por 11 vezes)

Posição: Defesa Esquerdo

Clubes na carreira: Lubumbashi Sport (1991-1992; 1995), DCMP (1993-1994), AS Vita Club (1995/1996), SC Covilhã (1996/1997), V. Guimarães (1997/1998 – 1998/1999), GD Chaves (1999/2000 – 2007/2008)