Jogadores Históricos

Matateu: Quando a oitava maravilha do mundo passou por Chaves

Antes do confronto entre o Desportivo e Belenenses, no Estádio do Jamor, recordamos a passagem do melhor jogador português da era pré-Eusébio pelos Valentes Transmontanos.

 

Este sábado marca mais um duelo entre o Desportivo de Chaves e o Belenenses, num jogo com muita história e com muitos laços que acabam por ligar, direta ou indirectamente, os dois históricos emblemas do futebol português. Desde a fusão com a filial dos azuis em Chaves – o Atlético Flaviense – que deu origem ao Desportivo até à temporada em que a estrela maior de toda a história centenária do Belém jogou de azul-grená.

 

Sebastião Lucas da Fonseca, o emblemático Matateu, apareceu por terras flavienses na temporada 1969/70. O craque belenense chegou a Trás-os-Montes já quarentão, pela mão do presidente Dr. Montalvão Machado, que conseguiu trazer o histórico avançado apesar de todas as dificuldades que o clube passava na altura. Para conseguir os serviços do goleador, o Desportivo pagava por golo marcado, oferecia hospedagem numa pensão da cidade e dava ao avançado luso uma grade de cerveja Sagres… por dia.

 

Exímio batedor de bolas paradas, Matateu deu o seu contributo ao GD Chaves na antiga III Divisão nacional, impondo respeito aos adversários e assustando qualquer guarda-redes, que bem podiam acabar no hospital se tentassem parar os remates. Num jogo contra o Mirandela, que o Chaves ganharia por 4-2, a oitava maravilha do mundo bateu com tanta força um penálti que o guardião forasteiro, ao defender o castigo máximo, acabou no hospital com um braço fraturado.

 

Apesar das dificuldades fora de campo, o grande desejo era fazer o Chaves regressar à II Divisão rapidamente, mas as expetativas saíram goradas no final da temporada. O conjunto azul-grená, que contava com jogadores como Adão, Melo, Cruz, Malano e era treinado por Oliveirinha, terminou a temporada em quinto lugar com 52 golos marcados, muito devido ao contributo da estrela azul.

 

Na memória fica o tempo em que um dos melhores jogadores lusos de sempre jogou pelo Grupo Desportivo de Chaves, numa altura em que o ainda jovem conjunto flaviense tentava estabilizar-se dentro e fora dos relvados nacionais.

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