Vítor Campelos reanima sonho do GD Chaves: “Não sou o obreiro, só uma parte da obra”

Fonte: GD Chaves

 

À porta dos últimos cinco jogos da temporada, o Desportivo de Chaves está em boa posição para voltar à Primeira Liga, isolado em lugar de play-off e a morder os calcanhares aos lugares de subida direta. Neste contexto, o treinador flaviense espera alcançar o grande objetivo, numa temporada de altos e baixos, explicada em entrevista à Alto Tâmega TV.

 

Vítor Campelos olha para a reta final da Segunda Liga com a confiança que o objetivo vai ser alcançado:  “Estou muito confiante. Fico contente com a entrega dos jogadores, até de quem não tem jogado. Agora temos de ser uma equipa humilde, não podemos entrar de smoking, mas sim de fato-macaco. Temos de ser a imagem do povo transmontano, um povo de trabalho.”

 

 

O trabalho árduo e os bons resultados reavivaram uma desmoralizada massa associativa, que está a tentar afastar os fantasmas da descida da Primeira Liga. O bom futebol tem a assinatura de Campelos, mas o modesto e reservado técnico divide os louros:

 

Não sou o obreiro, só uma parte da obra que está a ser feita. Os bons resultados trazem as pessoas ao estádio e é o que sentimos. O apoio dos adeptos é extremamente importante. É curioso, o Davidson desafiou os sócios do Vitória SC a apoiarem o Chaves na última jornada, sinto mais pressão em Guimarães para subir o Desportivo que propriamente em Chaves. Dizem “mister, tem de subir o Chaves. Têm de estar na Primeira Liga”

 

“Temos de ser uma equipa humilde, não podemos entrar de smoking, mas sim de fato-macaco.” – Vítor Campelos, treinador do GD Chaves

 

Em janeiro, o GD Chaves foi buscar três jogadores: o lateral esquerdo Joel Ferreira, o médio ofensivo Benny e o avançado Jô, mas nenhum alcançou a titularidade. Campelos explica: “Calhou no nosso melhor período. O Joel é fantástico, mas o Langa tem estado muito bem. O Benny é um jogador para o futuro, tem potencial, faz várias posições, mas tem de se adaptar ao futebol profissional. O Jô é mais um avançado, só tínhamos dois e precisávamos de ter três, mas precisou de adaptar-se, perder algum peso. Mas o que têm jogado estão muito bem.”

 

 

Para trás fica uma extraordinária recuperação e uma série de vitórias consecutivas e invencibilidade como há muito não se via em Trás-os-Montes. Mas também um arranque de temporada desapontante, onde a pandemia teve um papel vital.

 

“Sinto mais pressão em Guimarães para subir o Desportivo que propriamente em Chaves. Dizem “mister, tem de subir o Chaves. Têm de estar na Primeira Liga.” – Vítor Campelos, treinador do GD Chaves

 

“Tivemos dois períodos menos positivos: no arranque tivemos situações complicadas por causa da Covid, às vezes jogámos com jogadores só com um treino. No jogo com o Feirense, o Nuno Campos ficou com Covid e o João Correia teve de ser titular com um treino, o Luís Rocha tinha acabado de sair dos 14 dias de isolamento e foi logo para o banco.”

 

Os resultados negativos regressaram no inverno, com uma série de jogos seguidos que afetou a recuperação dos jogadores, aponta Campelos: “As nossas segundas voltas são as mais fortes. O assimilar do nosso processo leva a uma grande adaptação. O final da primeira volta foi muito bom, mas tivemos uma quebra com FC Porto B, Benfica B e Penafiel. Foram oito jogos em 33 dias, um desgaste enorme.”

 

A cinco finais de terminar a época, o primeiro grande desafio é já esta sexta-feira às 11H00, com a recepção ao SC Covilhã. Jogo com transmissão na Sport TV 1.

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