Crónicas do Topo Sul

Aves 2-0 GD Chaves: Tanta trapalhice não pode ser culpa dos treinadores

Foto: Vítor Parente/Kapta+

Os adeptos do Chaves foram obrigados a aturar mais 90 minutos de mau futebol, falta de vontade e vergonha alheia, protagonizados por um plantel cada vez menos Valente e cada vez mais Indolente.

 

Quem teve a sábia ideia de ver o Kashima Antlers – Real Madrid na RTP nem sabe a sorte que teve, poupando-se a 90 minutos de nervos, irritações,meia dúzia de cabelos brancos e desilusão para com um grupo de 11 matraquilhos que jogaram com a camisola alternativa do Chaves. Sim, foi muito mau. Aliás, não foi mau, foi mais do mesmo, o que é ainda pior.

 

O jogo em si resume-se com facilidade. Primeira parte com muita disputa de bola mas nenhuma oportunidade para nenhum dos lados. Segunda parte com o Chaves a entrar a dormir (para variar) e a levar um golo vindo do pontapé de saída sofrendo, aos 64 minutos, o segundo golo, com Vítor Gomes a ter mais que espaço para rematar de longe e bater António Filipe. Até final, só duas oportunidades de jeito para o Desportivo, com Platiny e William, quase de seguida, a assustarem o guarda-redes avense. No final, mais uma derrota, Chaves fora da Taça e o típico folclore dos jogadores ajoelhados no relvado com aquele ar de “oh não, como é possível perdermos outra vez. Assim até parece que nos esforçámos por fazer alguma coisa de jeito”.

 

Despachada a parte das ocorrências do jogo (que, sinceramente,não foi bem disputado por nenhuma das equipas), passamos para a parte já habitual em que somos obrigados a cascar em todo o pseudo-jogador de futebol que faz parte deste plantel, porque começa a chatear ver tanto frete em jogar à bola. Nem com uma chicotada psicológica a atitude mudou, o que só prova que o problema provavelmente nem era Daniel Ramos, mas sim os “jogadores”.

 

Para começar: passa pela cabeça de alguém dar a braçadeira de capitão ao Marcão? O homem que acha que é giro mandar vir com os adeptos?Ainda por cima com António Filipe, herói contra o FC Porto, único resistente da equipa que subiu à Primeira e jogador com mais anos de casa no plantel? É que nem a dar a braçadeira tomam uma decisão de jeito…

 

Desde outubro que a nossa lista de dispensados para janeiro não para de crescer, passando de dois ou três excedentários para estar já perto dos 10, de tanta falta de qualidade ou de vontade (ou ambos até) que esta  “equipa” mostrou até ao momento. O que é que se passa com vocês? Esqueceram-se de como se joga à bola? Não gostam do frio de Trás-os-Montes? Ou têm mais vontade de ir para as noitadas de Braga e Porto do que de se meterem no campo de treinos a trabalhar a sério?

 

Já começa a irritar termos de andar, todos os fins-de-semana,a mandar vir forte e feio com toda a gente desta equipa. A sério, isto cansa,mas não há paciência para tanta falta de atitude, tanta falta de vontade, tanta nabice, seguidas de inacreditáveis faltas de respeito para com os sócios e adeptos, que são obrigados a ter jogadores a pedir explicações à massa associativa sobre o porquê de estarem a ser assobiados.

 

Querem saber porque são assobiados? É por causa dos tijolos que têm em vez de chuteiras, é por causa de andarem em vez de correrem, é por parecer que falam todos uma língua diferente, é por dar-vos igual se jogam no Chaves ou no Santo Estevão (porque o que interessa é o cheque no final do mês), são as saídas constantes do Gang da Picanha para jantaradas fora da região, são as mãos na cabeça no final dos jogos como se fosse obra do acaso serem derrotados outra vez. É por isto que são assobiados e não são os adeptos que têm de mudar,são vocês.

 

Larguem os telemóveis e comecem a correr.

LEAVE A RESPONSE

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *