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Aves 0-1 GD Chaves: Regresso às vitórias arrancado à… Cabeçada

Fonte: GD Chaves

 

Começou da melhor maneira a estreia de José Mota ao comando dos Valentes Transmontanos. No terreno do seu antigo clube, o novo timoneiro do Desportivo conseguiu fazer os seus pupilos regressar às vitórias após cinco jogos sem conquistar os três pontos, má forma que levou ao despedimento do antigo técnico Tiago Fernandes.

 

Com Lionn, Luís Martins e Bressan no onze inicial – relegando para o banco Costinha, com Paulinho e Djavan a ficarem de fora da convocatória – o Chaves entrou forte e procurou inaugurar o marcador desde cedo, com Luther Singh a aparecer no meio e a atirar cruzado, com o guarda-redes do Aves batido, mas a bola foi bater com estrondo no poste da baliza. Dado o aviso, foram mesmo os transmontanos a abanar as redes pela primeira vez e logo num canto, bola parada que pouco ou nenhum proveito trouxe ao Chaves esta temporada: A bola de Bressan chegou ao segundo poste, onde apareceu Maras a cabecear com força para o fundo da baliza e a deixar em êxtase os perto de mil flavienses nas bancadas.

 

Com uma vantagem preciosa no marcador, o Desportivo conseguiu olhar com outros olhos para o resto dos 90 minutos, permitindo mais calma aos comandados de José Mota e onde sobressaiu a alta concentração do trio defensivo composto por Maras, Campi e António Filipe, com os elementos da retaguarda em grande nível e a serem essenciais a bloquear os muitos cruzamentos que o ex-Chaves Rodrigo Soares lançava para a grande área, onde Mama Baldé aparecia mas sem nunca conseguir atirar com nexo à baliza, explicando-se assim a vantagem ao intervalo.

 

Perto de mil Valentes Transmontanos apoiaram o Chaves rumo à vitória Fonte: GD Chaves

 

Na segunda parte, e apesar da primeira oportunidade surgir num livre de longe de Luís Martins que saiu ligeiramente ao lado, continuaram a ser os locais a aparecer mais em zonas de finalização, com Mama Baldé, aos 57 minutos, a aparecer na cara de António Filipe, mas o experiente guarda-redes flaviense defendeu o remate e manteve a baliza inviolada. As investidas avenses continuaram, com o inconformado Baldé a ter várias oportunidades para empatar o jogo, mas António Filipe foi uma barreira intransponível.

 

O Desportivo só voltou a ter uma oportunidade à beira dos 90’, com William a aparecer isolado mas a não ter discernimento para ultrapassar Beunardeau, apesar do avançado do Chaves estar em posição irregular no início do lance. Nos últimos suspiros da partida, novamente Mama Baldé visou a baliza transmontana, mas o pontapé acrobático do jogador emprestado pelo Sporting saiu ao lado, acabando por confirmar-se o regresso às vitórias do Chaves e logo na estreia de José Mota ao comando dos Valentes Transmontanos.

 

ONZES INICIAIS E SUBSTITUIÇÕES

 

CD Aves: Q. Beunardeau, Rodrigo, C. Ponck (M. Tavares, 58’), D. Gallo, J. Felipe, V. Gomes (C. Falcão, 23’), Luquinhas, M. Baldé, V. Costa, L. Fariña (A. Diallo, 85’), Derley

GD Chaves: A. Filipe, Lionn, N. Maras, G. Campi, L. Martins, Jefferson, B. Gallo, R. Bressan (J. Costinha, 68’), L. Singh (Niltinho, 80’), R. Macedo (F. Melo, 89’), William

Aves 2-0 GD Chaves: Tanta trapalhice não pode ser culpa dos treinadores

Foto: Vítor Parente/Kapta+

Os adeptos do Chaves foram obrigados a aturar mais 90 minutos de mau futebol, falta de vontade e vergonha alheia, protagonizados por um plantel cada vez menos Valente e cada vez mais Indolente.

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Paulo Alexandre: O jogador que mais vezes vestiu a camisola azul-grená

Flaviense de gema, foi central do Desportivo durante 17 temporadas, capitaneou a equipa desde meados de 1990 e vestiu a camisola do maior de Trás-os-Montes por quase 400 vezes. É Paulo Alexandre, o jogador mais azul-grená da história do Chaves.

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Sócios com entrada livre para o jogo contra o Desp. Aves

Com o encontro entre avenses e flavienses a ser realizado na próxima segunda-feira à noite, a SAD tomou a decisão de abrir as portas aos sócios com quotas pagas e que esperam há mais de um mês por um jogo no Municipal de Chaves.

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Aves 2-3 GD Chaves | “Final emocionante em dia histórico!”

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Valentes Transmontanos foram à Vila das Aves à procura de fazer história e, depois de grande parte do jogo em dificuldades, protagonizaram uma remontada fantástica para assegurar os 3 pontos.

Forma mais incrível de acabar a época era impensável: a perder por 2-1 já à beira dos noventa minutos, o Chaves conseguiu dar a volta à equipa de José Mota e assegurar os três pontos que fazem o Desportivo atingiu a sua melhor marca pontual na Primeira Liga e repetir o sexto lugar pela terceira vez.

Jogo sofrido, mas sabe tão bem ganhar assim

Para as várias dezenas de flavienses que foram ao reduto do Aves, o último jogo da época foi impróprio para cardíacos, mas também um atestado de competência aos jogadores e equipa técnica que, com atitude e persistência, alcançaram uma vitória fantástica.

A começar a partida, o Desportivo ficou logo em desvantagem sem dar por nada, com Jorge Fellipe a aparecer entre a defesa flaviense e a desviar a bola para a baliza, não dando hipóteses a Ricardo. A perder logo nos primeiros 5 minutos, o Chaves foi atrás do prejuízo mas pouco perigo criou e o que criou foi de fora da área mas sem a pontaria desejada.

No entanto, aos 21 minutos, o árbitro assinala grande penalidade a favor do Desportivo, numa decisão acertada pois Luis Fariña abordou o lance com o braços esticados. Na conversão, Pedro Tiba não enganou o guarda-redes avense, mas a bola passou por baixo do brasileiro Adriano e acabou no fundo das redes, empatando a partida. Porém, no minuto a seguir, Mama Baldé teve espaço suficiente para receber a bola, ir até à baliza e meter o esférico por baixo das pernas de Ricardo, voltando a colocar os locais em vantagem.

O resto da primeira parte reduziu-se a um Aves a apostar forte no contra-ataque e a aproveitar o imenso espaço deixado por Furlan e, aliado à velocidade de Baldé, foi criando perigo na baliza flaviense. Do outro lado, o Chaves pouco conseguia fazer para se aproximar da baliza, com os remates a continuarem a aparecer de fora da área mas todos extremamente desenquadrados, saindo inclusivé do estádio.

Na 2ª parte,o Desportivo continuou a ter dificuldades para parar a velocidade de Baldé e pareceu sempre mais distante do empate que o adversário do terceiro golo. Da parte do Aves, três oportunidades de muito perigo levaram os guarda-redes flavienses (Emanuel Novo entrou a 10 minutos do fim) a aplicarem-se: primeiro um remate de fora da área aos 60 minutos, a ser parado por Ricardo; aos 70′, o mesmo Ricardo fechou bem o ângulo de remate a Paulo Machado e fez o ex-internacional português rematar ao lado; por último, Luis Fariña rematou de fora da área e obrigou o recém-entrado Emanuel a esticar-se para ficar com a bola.

Nos últimos 10 minutos da partida, só deu Chaves. Primeiro Bressan criou bastante perigo com um remate de primeira de fora da área, que acabou defendido com dificuldade por Artur Moraes. Aos 89′, o Desportivo chega ao empate pelo inevitável William, que aproveitou um cruzamento rasteiro de Jorginho (quem diria!) para marcar o seu 11º golo da temporada. Quando os adeptos já pareciam contentes com a divisão de pontos, eis que Matheus Pereira recebe um passe longo de Pedro Tiba, remate cruzado e estava feita a reviravolta, naquele que foi o último golo de Chaves ao peito do extremo brasileiro.

Com este triunfo, o Grupo Desportivo de Chaves alcança uma pontuação histórica, ultrapassando os 46 pontos conquistados pelos homens de José Romão na temporada 1996/97, além de garantir o 6º lugar, posição que o conjunto azul-grená não alcançava desde 1987/88, quando a equipa do Chaves, com nomes como Padrão, Jorginho, Slavkov, Radi, Diamantino, Vermelhinho e orientados pelo emblemático Raúl Águas conseguia a 6º lugar pela segunda vez na história dos Valentes Transmontanos.

Homem do Jogo

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Muitos diriam que o melhor em campo na Vila das Aves seria Matheus Pereira que, na despedida do Desportivo, marcou o seu oitavo golo com a nossa camisola, mas não podemos ignorar o génio de Stephen Eustáquio.

O miúdo que chegou do Leixões por uma quantia elevada (500 mil euros) mas como um médio promissor e já internacional sub-21 foi a pedra que faltava no xadrez de Luís Castro. Bom toque de bola, excelente distribuíção e a prova viva que um bom trinco não precisa de ser um “tanque” fisicamente, o novo número 6 flaviense já fez derreter os corações de imensos flavienses com o seu trabalho de equipa e controlo de bola fora do comum.

Numa época em que tanto se falou da questão do trinco, a chegada do luso-canadiano fechou de vez as preocupações dos adeptos flavienses perante essa posição e, se o jogo do Chaves melhorou tanto nesta fase final da temporada, muito se deve a Stephen Eustáquio. Sem dúvida, uma aposta ganha!

Antevisão Aves-GD Chaves: Vamos terminar a época com uma vitória

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O Desportivo desloca-se à Vila das Aves para o último encontro da temporada, onde uma vitória vale a segunda melhor posição de sempre na Primeira Liga.

 

E eis que, nove meses depois, chega o termo da época 2017/18 e, para terminar em grande, o Chaves vai à Vila das Aves à procura de um último triunfo para deixar os adeptos feliz e esperançados numa temporada 2018/19 ainda melhor. Mas antes de pensarmos no futuro, há que ganhar a um adversário que já garantiu a manutenção e que tenta, também, dar razões para os adeptos sorrirem e poderem olhar com bons olhos o futuro avense na Primeira Liga.

 

Depois da vingança, a despedida

 

Se a partida com o Marítimo ficou envolta numa aura de “vingança” por parte dos jogadores e adeptos flavienses, a partida frente ao Aves marcará o último de Chaves ao peito de vários elementos deste plantel que, muito provavelmente, não estarão por cá na próxima temporada, como são os casos de Pedro Queirós, Jorginho, Furlan e, acima de tudo, os titularíssimos Domingos Duarte e Matheus Pereira (que deixarão saudades certamente) e, com muita tristeza, de Patrão, o jogador há mais tempo de azul-grená neste plantel mas que não tem qualquer indício, pelo menos até agora, de renovar o seu vínculo.

 

Assim, na hora da despedida de alguns dos grandes craques desta temporada, o Desportivo procura, dentro de campo, conquistar a melhor pontuação da história do Chaves na Primeira Liga, estando a apenas três pontos de bater a marca de 1996/97, então com José Romão no comando, que ficou fixada nos 46 pontos e num respeitável 10º lugar. Esta época, porém, os homens de Luís Castro lutam por uma posição muito superior e que não é alcançada há quase 30 anos: o sexto lugar.

 

Para esta partida, de assinalar a ausência dos treinos esta semana de Djavan. O lateral brasileiro já foi ausência no jogo contra o Marítimo e parece que irá falhar igualmente o último encontro da época. Assim, caminho aberto para um último esforço de Furlan para provar que merece continuar de azul-grená na próxima temporada, apesar de parecer um cenário muito pouco provável pela pouca capacidade defensiva do brasileiro, sendo que a solução poderá passar pela não renovação com o jogador e ir ao mercado buscar uma melhor alternativa para o sempre “quebradiço” Djavan.

 

Apesar de já não haver muito para ganhar, Luís Castro já garantiu que o sexto lugar é um objetivo sério para o Desportivo, pelo que a equipa entrará certamente na máxima força possível no Estádio do CD Aves, com Ricardo a manter a titularidade, Maras e Domingos Duarte para aquele que será o último encontro desta dupla e, talvez, o último dos dois centrais de Chaves ao peito, seguidos do sensacional Stephen Eustáquio, Tiba e Bressan, com Davidson e o grande Matheus Pereira nas alas e, na frente, à falta de mais alguém, William a manter a titularidade.

 

Porém, poderá haver espaço para uma última tentativa de mostrar serviço por parte de Tiago Galvão, que não joga desde Alvalade, e Patrão, apesar de estar lnoge de ser garantido que algum destes jogadores esteja por cá na próxima temporada, mesmo com o médio brasileiro a ter contrato por mais um ano.

 

O que esperar do Aves

 

Do outro lado da barricada temos um CD Aves em êxtase após garantir a presença na final da Taça de Portugal e que já garantiu a permanência, pela primeira vez na sua história, na Primeira Liga. Apesar disso, não é certo que José Mota já esteja a pensar no duelo decisivo da prova-rainha frente ao Sporting, podendo tentar ainda colocar a equipa num melhor lugar na tabela classificativa.

 

Em termos de resultados, os avenses vêm de uma boa série de jogos, com duas derrotas e três vitórias nos últimos cinco jogos para o campeonato, com a qualificação para a final da Taça pelo meio. A jogar em casa, os homens de José Mota contam com duas vitórias e uma derrota nos últimos três encontros como visitado, com destaque para a última derrota, no final de março, frente ao Vitória de Setúbal, numa goleada por 1-4 para os sadinos.

 

Há boas razões para o Aves ter andado na luta por não descer até à última, já que é uma das equipas mais inconstantes da Liga e que, apesar do plantel com vários nomes sonantes, teima em não conseguir estabilizar-se em termos exibicionais, sendo capaz do melhor e do pior. Assim, e perante o seu público, José Mota quererá mostrar algo diferente aos seus adeptos, mas a possibilidade dos seus jogadores estarem em dia não é muito grande e o Chaves poderá superiorizar-se graças ao seu coletivo mais consolidado.

 

Prognóstico

 

Para acabar a época em beleza, nada melhor que uma vitória frente àquilo que mais próximo temos de um rival na Primeira Liga, já que continua bem presente na cabeça dos flavienses a razia que o Aves fez ao plantel do Chaves e que nos deixaram desfalcados no início da temporada. Além disso, está aqui o momento ideal para comprovarmos que tudo está bem quando acaba bem, conseguindo garantir o sexto lugar com um triunfo e garantindo a melhor pontuação da história no mesmo ano em que tivemos o pior arranque de campeonato de sempre. A apostarmos, diríamos que vai sair um 3-2 para o nosso Chaves, num bom jogo de futebol.