Jogadores Históricos

Carlos Padrão – O melhor guarda-redes a defender a baliza flaviense

A história do Chaves está apetrechada de grandes guarda-redes como Fonseca, Jesus, Vítor Nóvoa, Riça, Rui Rêgo, Paulo Ribeiro ou António Filipe. Mas há um guardião que ficará para sempre na história do Desportivo: Carlos Padrão.

 

Nascido em Lobito, Angola, em setembro de 1958, Carlos Manuel Costa Padrão apareceu para o futebol ainda na antiga colónia portuguesa nas camadas jovens do ASA, mas completou a formação no Desp. Beja, onde viria até a estrear-se como sénior em 1975/76 na III Divisão e ainda com idade de júnior.

 

No final dessa temporada, o jovem guarda-redes conseguiu chegar a um dos grandes clubes portugueses ao representar o Sporting, numa aventura curta que se ficou pela equipa de juniores leonina. Seguiram-se aventuras em históricos do futebol português como o Riopele, Beira-Mar, U. Leiria, Belenenses e V. Setúbal até chegar a Trás-os-Montes, numa viagem de mais de 500 quilómetros para representar o, então recém-promovido à Primeira Divisão, Desportivo de Chaves.

 

De azul-grená, Padrão começou por jogar apenas 10 jogos na primeira época no Municipal de Chaves, estando tapado pela também glória flaviense Fonseca, mas na época seguinte o guarda-redes assumiu a titularidade e nunca mais a largou, sendo titular sempre que as condições físicas o permitiam. Nas três épocas seguintes foi peça fundamental na ida à Taça UEFA e na estabilização na Primeira Liga do Desportivo no final dos anos 80. Na memória fica um encontro frente ao Sp. Braga em que Padrão defendeu tudo e mais alguma coisa, permitindo o Chaves sair do estádio 1° de Maio com um empate a zero apesar da avalanche ofensiva dos arsenalistas.

 

Também contra os ditos “grandes” Padrão brilhou, com excelentes exibições contra Benfica, Sporting e Porto, incluindo uma performance fantástica no antigo estádio de Alvalade, que permitiu o Desportivo sair com um empate a zero de Lisboa. Nas competições europeias, porém, o guarda-redes foi bafejado pelo azar, lesionando-se num treino em vésperas do encontro contra o Honved e deixando Padrão de fora dos jogos decisivos para a Taça UEFA.

 

Depois de quatro épocas em Trás-os-Montes, Padrão acabou por sair em 1989/90 para o Boavista, ficando a apenas três jogos de realizar a centena de partidas ao serviço do Desportivo de Chaves. No Bessa apenas fez oito jogos mas conseguiu dar o salto para o FC Porto na época seguinte, sendo um eterno suplente durante duas temporadas nas Antas, sempre atrás de um jovem mas titularíssimo Vítor Baía.

 

Depois dos dragões ainda jogou em Paços de Ferreira, onde foi jogador-treinador, e Olhanense, terminando a carreira em 1995/96. Para a história ficam quatro temporadas, 97 jogos e 95 golos sofridos, numa média de 0.9 tentos consentidos por jogo nos Valentes Transmontanos.

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