Do Melhor ao Pior

Do Melhor ao Pior no… GD Chaves – Aves: “Um “bota para a frente” à boa moda dos ridículos”

O regresso a casa não foi nada feliz para o Desportivo de Chaves e pouco há de positivo a apontar nesta equipa, que acabou derrotada pelo último classificado.

 

Ricardo Nunes – 2: Não podia ter feito muito melhor, já se começa a notar a idade e tal, mas não é por ele.

 

Paulinho – 2: Subiu com algum critério e até cruzou bem.

 

Nuno André Coelho – 1: É o patinho feio da equipa e não foi ele que falhou, mas realmente há alturas em que se nota que o Maras é outra loiça.

 

Marcão – 2: Foi salvando aqui e ali, mas nada de especial.

 

Djavan – 1: Ao contrário de Paulinho, não fez nada de bom, errou imenso, subiu mal, tudo mau.

 

Jefferson Santos – 0: Foi horrendo. Mau, mau, mau!

 

Renan Bressan – 1: Foi, a par do Avto, o único jogador a querer jogar naquele 11 inicial.

 

João Teixeira – 2: Mal se viu.

 

Bruno Gallo – 1: Teve de pegar na bola hoje e mostrou que é só mais um, com responsabilidades ofensivas acrescidas acrescentou o mesmo que acrescenta sempre: nada.

 

Avto – 2: Foi o que tem sido sempre, fica com a assistência sem o merecer, mas quando este é o nosso melhor extremo, até dá medo!

 

Gevorg Ghazaryan – 0: Foi horrendo! Ele ter feito os 90 minutos é… para comentar depois.

 

Niltinho – 2: Saltou do banco para fazer um jogo interessante.

 

William Oliveira – 2: Jogo apagado.

 

André Luís – 2: Não acrescentou nada que o William não dê e perdeu poder ofensivo.

 

Daniel Ramos – 0: Começo por citar o que escrevi aquando do Rio Ave 1 x 0 Chaves: “Segue-se (para a liga) a pior equipa da liga com o pior treinador da liga. Tudo o que não seja uma vitória é péssimo e talvez sinal de que o treinador está a mais.”. E Deus nos livre e guarde de treinadores como o Daniel Ramos! Repito, o Aves é a pior equipa da liga e o José Mota é o pior treinador da liga! E nós entramos em campo com dois médios defensivos que nada acrescentam ao jogo ofensivo e um falso extremo. Se eu até entendo a lógica do falso extremo, a lógica dos dois médios defensivos ultrapassa-me. Nem vou começar pelo facto de ter sentado o Maras: não é por aí e o rapaz, de facto, até falhou no início da época. Mas Jefferson e Gallo? A sério? O golo do Aves vem numa altura em que só tínhamos bola sendo inofensivos como já é nosso apanágio, depois mexemos com o jogo e o Niltinho entrou bem, mas esta equipa não sabe jogar futebol, está desenhada para fazer brilharetes contra os grandes e contra os que são ainda mais pequenos que nós fazemos isto. A entrada do Niltinho foi um no-brainer e a do William até foi arrojada, mas foi um 4-4-2 simples, sem qualquer dinâmica a suportá-lo, um “bota para a frente” à boa moda dos ridículos. Para coroar a exibição do homem do banco, tira o Bressan que tem o jogo manchado pela assistência para o segundo golo avense, mas era o único com critério naquela equipa e deixa um Ghazaryan que estava a meter medo ao susto em campo. Quero lá saber se é agora que temos de apoiar: já o disse várias vezes, gosto imenso desta direção e tenho a certeza de que não há ninguém melhor para o Grupo Desportivo de Chaves do que eles, isso não me impede de ter opiniões e poder criticar uma ou outra opção. O estilo de jogo do Daniel Ramos sempre me fez torcer o nariz, mas era a opção mais segura porque tinha resultados. Começo a desconfiar que o que trouxe o Daniel Ramos até à primeira liga foi o fator ilha: ilha de São Miguel e ilha da Madeira. Esse fator aqui não há e vir a Trás-os-Montes já não é o que era há 20 anos atrás. Esta foi daquelas derrotas que explicam como é que uma equipa que até parecia boa à partida acabou por descer. Se calhar é hora de tentar evitar esse destino. E, como não gosto do estilo de jogo, das ideias, das mexidas e dos 11 escolhidos, o meu alvo fica no treinador. O Luís Freire não quererá dar o salto? Ou então o Bruno Lage?

 

Nota Média: 1,4

 

Autor: Carlos Gouveia

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