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GD Chaves 0-1 Sp. Braga | “Boas indicações manchadas por azar no último minuto”

Os Valentes Transmontanos receberam os minhotos do Sporting de Braga na apresentação aos sócios flavienses e deram boa réplica, mas um cabeceamento ao cair do pano ditou derrota pela margem mínima.

 

O Municipal Eng.° Manuel Branco Teixeira recebeu cerca de 2000 flavienses que assistiram à apresentação dos 25 jogadores que fazem parte do plantel principal até ao momento, além dos sete jogadores da equipa B que têm contrato profissional com o Grupo Desportivo de Chaves. Maras, William, Bressan e Paulinho foram recebidos de forma particularmente acalorada pelo público presente, além do jovem flaviense Mica Borges, a quem os responsáveis e a massa adepta do Desportivo depositam imensa confiança.

 

Para o encontro, onde apenas o recém-chegado João Paredes não apareceu na ficha de jogo, Daniel Ramos apostou em dois onzes diferentes para cada parte, misturando titulares com possíveis suplentes. Assim, o Chaves alinhou com António Filipe, Filipe Brigues, Marcão, Maras, Luís Martins, Filipe Melo, Stephen Eustáquio, João Teixeira, Ghazaryan, Avto e William, com as atenções a voltarem-se para Brigues e Teixeira, possíveis titulares contra o Arouca e FC Porto, enquanto Paulinho e Bressan cumprem castigo.

 

Na primeira parte pautou o equilíbrio e, apesar dos bons apontamentos da equipa, notou-se que a falta de alguns jogadores titulares (como Bressan e Paulinho) faz a diferença nos Valentes Transmontanos. João Teixeira passou de médio mais ofensivo para extremo e Ghazaryan é que vestiu a pele de Bressan, numa experiência que não deu tantos resultados quanto isso, já que o português pareceu pouco explosivo na ala e o arménio aquém das suas capacidades no meio-campo. Porém, quando voltaram a trocar de funções a equipa pareceu muito mais homogénea.

 

Destaque no primeiro tempo para o bom trabalho defensivo de Marcão, as subidas rapidíssimas de Luís Martins pela ala (numa exibição que não o deixou nada atrás de Djavan) e a criatividade de Avto que mostrou ser o elemento certo para fazer esquecer Davidson.

 

Já no segundo tempo, Daniel Ramos colocou um onze completamente diferente em campo, mas manteve o 4-3-3, praticamente dissipando as dúvidas acerca do esquema tático para a próxima época. Ricardo, Paulinho, Nuno André Coelho, Hugo Basto, Djavan, Jefferson, Gallo, Bressan, Perdigão, Mica Borges e Platiny formaram o onze da segunda parte e mantiveram uma exibição de bom nível no Municipal, com grandes oportunidades para Platiny num pontapé de bicicleta, com bons pormenores de subidas rápidas de Perdigão e boa criatividade de Mica, que conseguiu superar o nervosismo inicial para mostrar talento e boa finta. Jefferson por seu lado mostrou-se mais ativo que Filipe Melo e pareceu dar mais à equipa que o trinco português e Djavan teve umas arrancadas surpreendentes que mostraram boa entrega física e uns desequilíbrios fantásticos na esquerda. Porém, apesar das boas indicações contra uma das equipas mais fortes da Primeira Liga, o Chaves acabou por sair derrotado no último suspiro da partida, com um cruzamento para a área a ser desviado de cabeça por um jogador bracarense e fazendo o resultado final, bastante injusto para o Desportivo

 

Ponto negativo para as bolas paradas. Bressan parece continuar completamente “fora” daquilo que o fazia tão bem em 2016/17, com livres sem perigo e pontapés de canto sem pés nem cabeça, com as bolas a saírem demasiado longas. Além disso, notou-se que faz falta um extremo de grande nível para fechar o plantel, ficando curto apostar apenas em Ghazaryan e Perdigão na direita. É preciso um novo Fábio Martins para a manobra ofensiva ficar no ponto.

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