Visto da Descoberta

OPINIÃO: Daniel Ramos caiu, mas ainda falta limpar a casa

Foto: Grupo Desportivo de Chaves

Ex-treinador do Chaves foi a peça mais evidente a cair, mas o plantel ainda tem muito para remodelar e despachar.


Não foi surpresa para ninguém que as seis derrotas consecutivas do Desportivo no campeonato resultassem na queda do técnico vilacondense do comando dos flavienses. Porém, maus resultados não acontecem só por incapacidade do timoneiro, mas também tem muita influência dos comandados que não produzem aquilo que a sua qualidade individual consegue atingir.

 

Posto isto, agora o foco da administração tem de ir para o plantel que o novo treinador Tiago Fernandes terá à disposição em Trás-os-Montes. Da equipa, há casos claros de subrendimento, como são os casos de Paulinho, Bressan, Perdigão, William e Niltinho, que têm de ser recuperados psicologicamente o mais rápido possível, sob pena de até poder um ou outro acabar na lista de transferências se não conseguirem superar a má forma. Além do subrendimento, a falta de disciplina é notória para os mais atentos: têm de acabar as idas dia sim, dia sim dos jogadores a Braga ou ao Porto, bem como as folgas após as derrotas que só servem para a insubordinação da equipa.

 

Mesmo com o plantel a 100%, é imperativo ir ao mercado em janeiro reforçar a equipa com, pelo menos, um médio-centro e um extremo, tapando duas zonas altamente deficitárias do Chaves. Aqui, os conhecimentos de Tiago Fernandes no Sporting podem trazer para Trás-os-Montes algum dos jovens promissores nos quadros leoninos. Sem contar com emprestados, a solução poderá passar pela II Liga, onde Walterson, do Famalicão, é destaque com seis golos, enquanto Raphael Guzzo é um médio da casa que também tem mostrado qualidades nos famalicenses. Porém, os muitos milhões que se esperam pela inevitável saída de Eustáquio podem virar as atenções para alvos mais sonantes no futebol português.

 

Na porta de saída, por outro lado, não estará só o médio internacional sub-21, com Filipe Melo e Brigues a serem dispensáveis por, simplesmente, não acrescentarem nada à equipa. Jefferson ficará como único trinco, mas Bruno Gallo pode muito bem recuar no terreno, ficando um meio-campo com Jefferson/Gallo, João Teixeira e Bressan/Ghazaryan, com uma contratação a fechar esta posição. Já no ataque, a contratação de um extremo é crucial e com duas medidas possíveis: ou Mika Borges fica o resto da época só no Satélite ou a saída de Perdigão poderá abrir espaço a novos elementos.

 

Este Chaves tem matéria-prima para estar fora da linha de água, mas são vitais algumas mudanças na equipa, para que o Desportivo ainda consiga salvar uma época, até ao momento, desastrosa.

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